ENQUETE: A INDISFARÇÁVEL NATUREZA DO SER

A enquete é para pegar fogo.
Poderia um livro ter título mais perfeito que este? Estou falando d’ “A Insustentável Leveza do Ser”, de Milan Kundera.
Há dois dias atrás assisti novamente a versão cinematográfica. A história se passa durante e após a “Primavera de Praga”. O livro eu li quando tinha uns quinze anos e fiquei fascinada pela história – um retrato de como a invasão soviética acabou com a vida do triângulo amoroso do médico Tomas, sua esposa Teresa e sua amante Sabina. A Sabina inclusive, é uma das minhas personagens femininas favoritas, “Sabina e seu chapéu-coco”.
O filme, de mesmo nome foi uma produção americana, dirigida por Philip Kauffman, e trazia nos papéis principais o inglês Daniel Day-Lewis como o infiel Tomas, a sueca Lena Olin como a livre Sabina e a francesa Juliette Binoche, como a monogâmica e ingênua Teresa. Não que o filme seja ruim: ele é apenas médio, na minha opinião. A sensação que me deu foi de que o Philip Kauffman gastou a tinta na erotização do filme – a história por si só já é erótica – e esqueceu da parte política. E aí ficou aquela sensação de que eles tiveram que correr para acabar o filme.
Na história,  Tomas se casa com Teresa após uma paixão fugaz. Eles se conhecem rapidamente numa cidade do interior e do nada, ela aparece em Praga e do nada, passa a morar na casa dele.
Por outro lado, Tomas tinha um relacionamento com Sabina, antes de conhecer Teresa. Ela era a única mulher que o entendia: nunca se incomodou com seus romances ou as transas – como médico, ele simplesmente “examinava” todas as enfermeiras do hospital.
Quando ele conhece Teresa, seu relacionamento com Sabina sofre um leve abalo. E aí percebemos que a própria Sabina tinha ciúmes de Tomas – por mais que tolerasse seu comportamento, ela também o amava, de forma diferente. E mesmo casado, ele não para de pular a cerca. E Teresa tolera todas as traições porque ama Tomas e não tem mais ninguém.
Outro dia, eu e uma amiga perguntamos para um amigo nosso: “Por que os homens traem?”
E ele respondeu: “Sei lá, acho que homem consegue fazer sexo sem se envolver mais facilmente que a mulher”.
Como tenho amigos casados, solteiros, encalhados, resolvi fazer o circo pegar fogo. O voto é secreto, portanto, quero ver VOTOS.

E para finalizar, o trailer do fime:
watch?v=Cn5EIGlzbqY&feature=share.

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ONDE HABITA ALMODÓVAR

Há algum tempo, eu escrevi um post sobre um dos meus cineastas favoritos, Pedro Almodóvar. Se quiserem mais detalhes, procurem na categoria Cinema do blog, “Mais Altos que Baixos de Almodóvar”.
Ontem estava no shopping cansada de procurar um determinado tipo de sapato número 33 – sim, eu calço 33 – e resolvi assistir “A Pele que Habito” (La Piel que Habito, 2011) . Muita gente meteu o pau no filme. Mas uma coisa me chamou a atenção no cinema ontem: o brasileiro médio não está pronto para filmes fora do esquemão Hollywood.
Não é a melhor obra de Almodóvar. Mas não é nem de longe tão ruim quanto “Kika” (Kika, 1993), na minha opinião, o filme menos inspirado dele. Eu até quero assistir de novo para ter certeza de que este filme não é tão ruim quanto me lembro. Em tempo: segundo meus amigos, tenho uma memória espetacular, portanto, o filme dever ser ruim mesmo.
Antonio Banderas é um cirurgião que desenvolveu uma pele sintética, transgênica. Tivera sido desenvolvida anos atrás, ele teria salvo a esposa, que falecera vítima de queimaduras – mas não necessariamente por causa delas. Banderas sempre foi um coadjuvante até “Ata-me”(Ata-me, 1990), que ele co-protagonizou com a Victoria Abril. Este filme colocou Banderas no spot de Hollywood. Mas ele nunca teve um papel decente por lá, a não ser nos filmes do Robert Rodriguez. Aqui ele teve a chance de mostrar talento, mas eu achei sua interpretação contida demais para um filme do Almodóvar. A seu favor, posso dizer: ele está ainda mais charmoso do que nunca!

Elena Anaya e Marisa Paredes

Marisa Paredes, uma de minhas atrizes favoritas, é a “cúmplice” dos experimentos do médico. Sem comentários. Ela está perfeita no papel.
A vítima é Elena Anaya, mais conhecida por “Lúcia e o Sexo” (Lucía y el Sexo, 2001) e algumas participações em Hollywood, se bem que eu não me lembro muito dela.
Como em todos os filmes de Almodóvar, há a reviravolta do roteiro – que eu saquei logo, talvez pela “prática” – fortes menções ao homossexualismo e lógico, o relacionamento vítima e algoz. O que não funciona no filme são os atores falando português. Fico feliz que Almodóvar adore o Brasil e a Bahia, mas Pedrito, não mistura as coisas, vai!
Português à parte, vamos ao que mais me fascina em Almodóvar: o relacionamento vítima-algoz. Não somente no sentido literal da palavra: ele mostra que no dia-a-dia somos todos vítimas e algozes, e há um prazer sado-masoquista nisso. Pode ser em relação ao trabalho, as paixões e amores, às relações familiares. E eu acho essa sacada do Almodóvar o gancho” principal de sua carreira. Então, por mais fraco que o filme seja, é melhor que muito lixo que lota as salas de cinema por semanas.
O filme é um thriller que toca em temas comuns aos europeus, mas nem tão comuns ao brasileiro – que se diz liberal, mas tem a cabecinha tão fechada quanto um cofre.
Em cenas dramáticas, o povo no cinema RIA. Sim, eles caíam na gargalhada. Gente: não é engraçado. Essa risada chega a ser preconceituosa. E isso me empolgou a escrever o post, senão, eu passaria batido.
Almodóvar é o cineasta europeu mais popular hoje em dia. Mas eu acredito que quem ri de Almodóvar quando NÃO é para rir, jamais vai entender um Ingmar Bergman, um Win Wenders, um Federico Fellini.
Algumas vezes eu acho que as pessoas perdem a noção do que é belo e inovador. Não vou dizer que eu não dei umas risadas durante o filme. Mas o meu timing era diferente do das outras pessoas.
Quem me conhece sabe que eu não sou esnobe nem metida, mas eu fiquei chocada com a reação das pessoas: eles riam das cenas como se fossem pornochanchadas brasileiras dos anos 70, o que não é o caso.
Enfim, não entra na minha lista de favoritos do Almodóvar. Mas que é melhor que  “Gigantes de Aço” (Real Steel, 2011), isso é. Que me desculpem os pais e os fãs de vale-tudo.
Mais um detalhe, este para as meninas: a mãe da vítima aparece com uma bolsa Gucci New Jackie e a Marisa Paredes com uma Gucci Bamboo! 😉

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SÓ CARISMA RESOLVE?

Com a intenção de assistir todos os filmes possíveis – além dos meus DVDs – tenho batido cartão no cinema desde domingo.
Há filmes que surpreendem, mesmo que o plot seja manjado.
Tempos atrás assisti sem muita pretensão “500 Dias com Ela” (500 Days of Summer, 2009). O enredo era meio manjado: um arquiteto que trabalhava como designer de cartões de presente conhece “a mulher da vida dele” que dá-lhe um pé no traseiro. Entretanto, eles mudam a maneira como vêem o amor depois desse romance. Mas o lance do filme é a narrativa, em flashbacks, onde se pode perceber nitidamente, quando o romance começa a mostrar sinais de cansaço – perceptíveis para quem vê de fora, imperceptível para o protagonista. Os atores, Joseph Gordon-Levitt e Zooey Deschanel, não eram tão conhecidos do grande público, o filme era de baixo orçamento, mas o roteiro bem amarrado e a direção afiada resolveram o problema. E claro, os dois atores tiveram química suficiente e estão excelentes nos papéis.
Hoje, assisti “Amizade Colorida” (Friends with Benefits, 2011). O título original é um jargão gringo para amigos que transam de vez em quando – e pelo menos dessa vez, a distribuidora acertou na tradução. Ao contrário de “500 Dias com Ela”, o roteiro não traz surpresas. Ok, a maneira como eles se conhecem é diferente dos outros filmes, mas o conteúdo é o mesmo. O que carrega o filme, surpreendentemente, é o carisma dos atores: o mais-rodado-que-taxi-de-aeroporto Justin Timberlake e a beldade ucraniana Mila Kunis. Aliás, o JT eu sei que dá conta do recado, mas a Mila tem me surpreendido cada vez mais – desde a Jackie da sitcom “That’ 70s Show”, ela andava apagadinha, com participações em filmes para a TV ou de baixo orçamento, um papel coadjuvante em “O Livro de Eli” (The Book of Eli, 2010)até aparecer como a rival da Natalie Portman em “Cisne Negro”. Ah! Ela também namorou o Macaulay Culkin por OITO anos – que é mais do que toda a carreira dele. Evil comment, I know.
Ela tem timing para a comédia e o JT, como eu já disse em post anterior, se bem dirigido, consegue atuações bem decentes. E é isso que leva o filme. Sem falar nas externas de New York e Los Angeles. E claro, atores experientes como a Patricia Clarkson, que interpreta a “slutty-mum” da personagem da Mila e o Richard Jenkins, que segura a barra como pai do JT.
Meninas: o JT é feinho, mas tem um tanquinho de fazer inveja a qualquer um.
Meninos: a Mila Kunis aparece 60% do tempo em lingerie, então, vocês não têm desculpas para não levarem as namoradas – a não ser que elas sejam ciumentas.
Em seguida, eu iria assistir a mais um filme da 35a. Mostra Internacional, mas achei o tema meio pesado e mudei de idéia: não estou a fim de ficar deprê!
E a propósito: “A Pele que Habito” (La Piel que Habito, 2011), estréia esta semana. Almodóvar e Banderas juntos depois de muitos anos! Este eu preciso ver, Almodóvar é Almodóvar!

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VIVA O CINEMA MUDO!

Aproveitei que estou de férias e resolvi conferir um dos filmes da 35a. Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Os melhores filmes estão na região da Paulista, mas de vez em quando eles soltam alguns em outros lados da cidade.
Ao passado, eu assisti a um documentário deprimente, “Um Dia a Menos” (Un día menos, 2009), que narra a história de um casal de idosos que mora numa cidade litorânea mexicana (se não me engano, Acapulco mesmo) e passa o ano esperando pela visita dos filhos e netos nos feriados de Natal e Ano Novo.
Este ano, acertei em cheio – ainda mais depois de assistir “Contágio” (“Contagion, 2011), mais um filme-catástrofe sobre uma epidemia – dessa vez, é um vírus mutante de morcego e suíno. Mas isso fica para outra hora.
Acertei ao assistir “Fim de Semana a Beira-mar” (Ni à Vendre, Ni à Louer, 2011)comédia francesa que já virou uma de minhas favoritas, mesmo com alguns personagens que não dizem a que vieram.
A história se passa numa cidadezinha litorânea francesa, onde a maioria acampa em trailers, ou se hospeda num hotelzinho – ou dorme ao relento, como o casal de punks.
De atores “conhecidos” – em outras palavras, que atuam muito no circuito europeu e esporadicamente no hollywoodiano – eu só identifiquei o Dominique Pinon (Le Fabuleux Destin d’Amélie Poulain, 2001Delicatessen, 1991) e a Maria de Medeiros (Henry & June, 1992, Pulp Fiction, 1994).
O legal de assistir a filmes da Mostra no Shopping Morumbi é que, quem frequenta o Shopping Morumbi, não é cinéfilo e portanto jamais assistiria filmes da Mostra. E quem assiste a filmes da Mostra, não frequenta o Shopping Morumbi, o que significa que a sala não tinha nem 30 pessoas. E mesmo assim, uma sem-noção veio sentar ao meu lado, e eu tive que pular poltronas para me instalar “confortavelmente”, já que para filmes da Mostra, não há lugar marcado.
Ano passado, a programação do Cine TAM, no Shopping Morumbi, estava fraca. Mas este ano, melhorou um pouco.

Maria de Medeiros como Anais Nin, em "Henry & June"

Enfim, a história é uma comédia praticamente MUDA. Os franceses sabem como ninguém tirar humor de situações sem se utilizar de diálogos.
O filme começa com um trio musical se apresentando para uma escola. Uma das personagens sai deste trio.
– o casal gordinho, que dirige um micro-carro e aposta corrida com um carrinho de golfe – e têm o “barraco” mais eficiente do pedaço;
– os dois sujeitos que aparentemente estão ali somente para jogar golfe e infernizar a vida alheia;
– a família que se hospeda em dois trailers: marido, mulher e duas filhas;
– um casal de punks sem-teto;
– dois casais “igualmente diferentes” que estão na praia e protagonizam a parte mais bem bolada da trama;
– o dono do supermercado sem produtos e seus filhos;
– um pervertido;
– uma viúva, sua filha e toda a cidade – além dos agentes funerários;
– a família cujo pai é um controlador ao extremo.
Todos estes personagens se cruzam neste fim de semana. Mas NÃO HÁ DIÁLOGOS.
Eu chorei de rir com as situações. Sem que os personagens abram a boca, apenas murmurem, suspirem, resmunguem ou o que quer que seja, uma situação se amarra à outra e é impossível não rir.
Aparentemente, não é um dos favoritos dos críticos lá fora – mas se todo mundo for dar ouvido às críticas, ninguém se diverte né?
Não dá para contar muito porque senão, eu vou contar o filme todo pois é todo montado em cima de gags. Mas fica a dica. Dificilmente este filme irá para as salas de cinema, então, esperem estar disponível no NetMovies, por exemplo.

Segue aqui, o trailer:
 

 

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NÃO TENHO PALAVRAS – R.I.P. STEVE JOBS

Sad, very, very, very sad

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MAIS ALTOS QUE BAIXOS DE ALMODÓVAR

Estou de volta! E mais inspirada do que nunca, vou desatar a falar de cinema europeu sempre que puder.
Pois bem, há algumas semanas, fui com meus primos até uma locadora de DVDs – eu não frequento um lugar desses há séculos, eu alugo via NetMovies (propaganda gratuita). Na dita locadora há uma prateleira de “desovas”, ou seja, filmes que eles compraram em quantidades estratosféricas para atender a demanda na semana do lançamento e depois precisam se livrar deles.
Encontrei então, “Abraços Partidos” (Los Abrazos Rotos, 2009), de Pedro Almodóvar, a meros R$ 6,50. Este, de acordo com a crítica, não é um dos filmes mais inspirados do espanhol, mas o filme me surpreendeu. Pode não ser o melhor Almodóvar, mas já é um dos meus preferidos.
O filme conta a história de um escritor e roteirista cego, que outrora foi cineasta. Ele perdeu a visão durante um acidente onde também perdeu a mulher que amava. A morte de um empresário traz a tona memórias dolorosas e o filme se desenrola em flashbacks.
Claro que o principal papel feminino coube a “La Pe”, Penélope Cruz. Essa é uma atriz por quem eu não dava nada, confesso, mas desde “Volver” (Volver, 2006), virou uma de minhas atrizes favoritas – eu choro todas a vezes que a vejo cantando no filme e digo isso sem vergonha nenhuma.
Ao assistir “Abraços Partidos”, reparei que Almodóvar faz referências a outro de seus filmes, “Mulheres à Beira de uma Ataque de Nervos” (Mujeres al Borde de un Ataque de Nervios, 1988), o filme que colocou Almodóvar no patamar dos diretores estrelados europeus.
O que me faz lembrar o seguinte: assisti “Mulheres” há anos atrás e depois, nunca mais o vi. Nem mesmo na TV. Coloquei na minha lista do NetMovies mas eis que um dia, num “família-vende-tudo” aqui do bairro, eu achei o DVD, numa caixinha ainda lacrada por R$ 10,00! Comprei na hora.
Após assistir “Abraços Partidos”, emendei com “Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos”.
O que eu mais gosto do Almodóvar – e eu acompanho sua carreira há anos – é a facilidade com que ele expõe o universo feminino. Ele é gay assumido, mas suas musas são mulheres: Penélope Cruz, Carmen MauraMarisa Paredes, a “picassiana” Rossy de Palma e até a argentina Cecilia Roth, sem esquecer Vitoria Abril – esta última, não tive tempo de pesquisar para saber porque deixou de fazer parte do “círculo” de Almdóvar.
“Mulheres” é um dos meus filmes preferidos porque a história, abilolada, é somente um exagero do que pode acontecer com qualquer mulher. A Pepa de Carmen Maura é uma amante que viveu como esposa durante anos – já que a esposa do amante estava em um hospício. Ela descobre que está grávida e tenta desesperadamente falar com o amante – naquele tempo, celular era um luxo e a comunicação telefônica era bem mais complicada. Enquanto ela tenta encontrar o amante, vários personagens se encontram em seu apartamento: a amiga bonita e ingênua que se apaixona por um terrorista, um casal que procura um apartamento para alugar, a polícia…
A carreira de Almodóvar tem altos e baixos sim. Mas todo cineasta tem. E como eu disse, ele filma o universo feminino e gay. E nenhum destes rótulos prejudica seu talento.
Um outro clássico de Almodóvar, na minha opinião, é “Tudo Sobre Minha Mãe” (Todo Sobre Mi Madre, 1999), que levou o Oscar. A argentina Cecilia Roth dá um banho de interpretação como a mãe que tenta lidar com a dor da perda do filho num emprego onde ela é constantemente lembrada disso. E a Penélope Cruz aparece aí num papel minúsculo, mas enroladíssimo: uma freirinha grávida? Não digo quem é o pai porque estraga o filme para quem nunca o assistiu.
Se vocês preferem algo mais pesado, tentem “Carne Trêmula” (Carne Trémula, 1997). Este filme me fez querer dar uma bica em um amigo que, metido a saber tudo, me disse: “Filme do Almodóvar é tudo igual, sempre o marido trai a mulher”. Wrooooooooong! É sempre a mulher quem apronta, ou se não apronta, pelo menos se vinga muito bem vingada! Detalhe: eu nunca ouvira falar do Javier Bardem até este filme. Gracias, Almodóvar!
E não esqueçam de “Fale com Ela” (Hable con Ella, 2002), outro vencedor de Oscar. A Academia pode cometer gafes, mas os filmes do Almodóvar que ganharam Oscar mereceram. Lembrem-se que “Fale com Ela” tem uma temática meio hardcore – afinal de contas, apaixonar-se por pessoas em coma não é tão simples. O próprio “Volver” tem um tema muito forte – mas este tem que contar menos ainda, ou estraga o final.
Eu queria encontrar no youtube a cena da Penélope Cruz cantando em “Volver”, ou da explicação de como foi feito o gazpacho em “Mulheres…”, mas só encontrei a cena do segundo em italiano.
Se virem! E procurem o filme para saber porque o gazpacho é tão especial…

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MICHAEL KELSO X CHARLIE HARPER

É verdade! Ontem eu puxei a notícia do site da CBS, é só clicar no link: Press Release: Ashton Kutcher to Join Two and a Half Men.
Bom, como eu disse em um post anterior, Charlie Sheen é Charlie Sheen. Mas vamos esperar para ver como Ashton Kutcher se sai.
Eu já estou até especulando prováveis papéis para ele:
1) deve ser algo como um primo dos Harpers, tão idiota quanto o Michael Kelso, papel que o lançou ao estrelato na extinta sitcom “That’ 70s Show” (1998-2006).
2) ou pior ainda: um irmão avulso que a “adorável” mamãe Evelyn Harper, interpretada pela hilária Holland Taylor teve durante alguma festa de swing dos anos 70 e apareceu do nada.
3) ou mais que pior ainda: o novo marido da Evelyn: lindo, jovem, burro e meio gigolô, do jeito que ela sempre sonhou, que vai tirar o sossego do abobalhado Alan Harper de Jon Cryer, sempre preocupado com a herança. Não li mais nada hoje porque não tive tempo e queria postar logo, mas eu bem que funcionaria de roteirista! 😉
Eu chuto isso porque o Ashton Kutcher pode ser tudo, menos bobo. Antes de estourar em “That’ 70s Show”, ele era modelo da Calvin Klein. Não lembro muito bem como ocorreu essa transição, mas ele se deu bem. Tanto que conseguiu ter seu próprio programa de pegadinhas, o Punk’d.
Particularmente, eu acho difícil você substituir um personagem marcante. Eu mesma comentei como “Arquivo X” degringolou após a saída do David Duchovny – novamente, procurem o post para detalhes, preguiçosos!
Mas em algumas séries, funciona até melhor.

Criminal Minds, elenco atual

Na espetacular  “Criminal Minds” (2005-) , as substituições de Lola Glaudini, a agente Elle Greenaway e Mandy Patinkin, o agente Jason Gideon por Paget Brewster como Emily Prentiss e Joe Mantegna como David Rossi foram suaves e a série até ganhou força. Sem falar que desmistificou o papel de eterno capanga mafioso de Joe Mantegna.

Michael Kelso e Jackie (Mila Kunis)

Voltando ao Ashton Kutcher, acho que ele tem boas chances de emplacar a série por mais uns dois anos. Ele tem timing cômico, afinal, interpretar um idiota maconheiro e pegador, com uma namorada mala e chifruda sem cair no ridículo, não é fácil. Para quem não se lembra, esse era o Michal Kelso!

Tudo bem, talvez ele precise ser lapidado como ator dramático, apesar de que eu acho que sua participação em “Efeito Borboleta” (The Butterfly Effect, 2004) foi bem decente.
Por outro lado, como eu disse, ele é um cara esperto. Seus papéis no cinema não o tiram de sua zona de conforto: ele é o melhor-amigo-apaixonado ou o homem-perfeito-mas-atrapalhado entre outros clichês. O que não é demérito algum: se ele decidiu seguir a carreira de ator na selva hollywodiana, que tire proveito do que seu talento pode oferecer de melhor.
Acho que os homens podem reclamar um pouco dele, afinal:
– ele é MUITO gato;
– ele é casado com a Demi Moore;
– ele tem contratos publicitários com a Colcci, a Nikon;
– ele é uma das personalidades mais seguidas do Twitter – e usa isso muito bem a seu favor.
Então, vamos dar uma chance para o Ashton. O Chuck Lorre, criador da série, não dá ponto-sem nó. Dizem os fofoqueiros de plantão que outros atores como Rob Lowe (ai, ai, ai, ele está mais lindo a cada ano que passa),  Hugh Grant e John Stamos, este último, mais conhecido do público brasileiro por Full House” (1987-1995) e pelas últimas temporadas de “E.R.” (1994-2009) concorreram ao papel. Aliás, “E.R.” per se foi uma campeã de replacements!
Agora é esperar pra ver!

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INSPIRAÇÃO + IMAGINAÇÃO = CONSPIRAÇÃO

Em 07/01/11 eu postei “Conspiração, Perseguição e Diversão”, onde, após assistir a vários enlatados gringos viciantes, eu resolvi finalmente abrir o box com as nove temporadas de “Arquivo X” (The X-Files, 1993-2002), na minha opinião, o único seriado que conseguiu combinar sobrenatural, alienígenas e conspiração de “maneira convincente” até hoje.
Todos gostamos de uma conspiração. Faz parte do ser humano imaginar as mais mirabolantes teorias. A última que me contaram é tão fantástica que dá vontade de rir – mas eu não deixei de conjecturar a possibilidade e garanto que alguns de vocês farão o mesmo.
Então, antes de tecer mil elogios à criatividade de Chris Carter, criador da série, vamos “conspirar” um pouquinho.
Olha como o ser humano é criativo. Tenho até que listar em ordem numérica para ficar mais fácil entender esta teoria conspiratória sobre a morte de Marilyn Monroe.
1) John Kennedy, conhecido por JFK, presidente dos EUA, foi assassinado em 1963, certo?
2) Marilyn Monroe, que teve um affair com JFK e depois com o irmão deste, Bob Kennedy, morreu de overdose de barbitúricos em 1962, certo?
3) Bob Kennedy foi assassinado também em 1968, certo?
4) Reza a lenda dos ufólogos de plantão que em 1947 um OVNI – UFO, em inglês – caiu em Roswell, no Novo México, certo?
Portanto: 4+1+2+3 = Teoria da Conspiração da morte de Marilyn Monroe:
JFK foi o último presidente americano a visitar o Hangar 18, na Área 51, que é onde supostamente o OVNI de Roswell está escondido até hoje. Uma vez que, quando ele tomava todas, falava demais, ele contou para a então amante Marilyn sobre o tal OVNI. Quando sua então esposa, Jackie Kennedy, cansada das corneadas de JFK ameaçou-o com o divórcio, ele despachou a Marilyn que então, foi se consolar nos braços do irmão Bob Kennedy. Quando Bob Kennedy, que estava ganhando moral na política despachou a mesma Marilyn, os conspiradores dizem que ela ligou para a Casa Branca e ameaçou contar ao mundo sobre o OVNI de Roswell. Sendo assim, a CIA deu um jeito da Marilyn se suicidar.
Vamos combinar: não é muita viagem um negócio desses? E a Máfia entra onde nesta história? 🙂
Mas garanto que todos vocês estão pensando seriamente no assunto. 😀
Agora que (supostamente) o Osama Bin Laden está morto, me ocorreu que eu estava devendo um post sobre “Arquivo X”. Porque eu só acredito vendo!
Assisti a todas as nove temporadas como deveriam ser assistidas: com o primeiro filme como liaison entre as temporadas cinco e seis,  o que me tomou quatro meses, seguido do filme de 2008, que é praticamente, um episódio longo da série – e com o Mulder e a Scully finalmente como um casal. Yiiiipiiie!
Me lembro nitidamente de quando assisti a “Arquivo X” pela primeira vez e me encantei pela série. Nem era pela conspiração alienígena entre “o governo dentro do governo” que trabalhava a favor e ao mesmo tempo contra a colonização alien que aconteceria em 20/12/2012 – uh!
O que me chamou a atenção foram os roteiros, com pistas aparentemente desconexas que sempre chegavam a uma conclusão brilhante – apesar dos relatórios céticos da agente Dana Scully (Gillian Anderson), contrapondo-se as conclusões veementemente consistentes, mesmo que sem prova material, do agente Fox Mulder (David Duchovny). Tanto isso é verdade que meus episódios preferidos nem estão entre os aliens: “Eve”, “Eugene Tooms”, entre outros, a maioria da primeira temporada, sem falar nos clássicos da terceira temporada.
O que era mais legal era ver a química entre o Mulder e a Scully: um era claramente apaixonado pelo outro, mas mantinham distância. O Mulder só entrava em roubada e a Scully pagava o pato. Poucos atores conseguem passar isso para o telespectador. Acho que, de todas as séries que eu já assisti – e são muitas – só consegui ver tal química entre o House (Hugh Laurie) e a Cuddy (Lisa Edelstein) em “House” (House M.D.) e a Sidney Bristow (Jennifer Garner) e Michael Vaughn (Michael Vartan) em “Alias”. Nem o triângulo amoroso de “Lost” me passou isso.
Lembro até hoje o tanto que eu xinguei no cinema, durante o primeiro filme, quando a abelha com o vírus alien picou a Scully bem na hora do beijo entre ela e o Mulder. Que raiva!
Outra coisa que chama a atenção em “Arquivo X” é que a série era ficção e fantasia, travestida de suspense e policial. E durou nove anos no ar, com fãs fiéis que até hoje assistem os DVDs – eu incluída.
A série iniciou sua decadência quando David Duchovny começou a se achar e resolveu fazer cinema, com direito a ataques de estrelismo. Conseguiu até mudar o set do Canadá para Los Angeles. Podem reparar que a partir da sétima temporada, a série é mais “ensolarada”.
Depois, ele quis cair fora e foi substituído pelo agente John Dogget – Robert Patrick, mais conhecido como o andróide vilão de “Exterminador do Futuro 2”. Justiça seja feita: o personagem era bom, ele é bom ator mas… faltou a química Scully/Mulder. Tanto que na última temporada incluíram uma nova personagem feminina, a agente Monica Reyes, interpretada por Annabeth Gish.
Sem falar que após a Scully ser diagnosticada como estéril, ela engravida de um híbrido alien… e quem é o pai? O Mulder! Lógico que apaixonada pelo Mulder ela não podia se envolver com o Dogget ou os fãs da série linchariam o Chris Carter.
Ok, é uma pataquada só, mas eu adorava ver os dois na tela. E adorei ver a fofa da Scully engravidar do gato do Mulder – porque o David Duchovny dava um caldo… e que caldo…
Outros personagens marcantes da série eram os antagonistas do Mulder: o gatíssimo sem caráter do agente duplo Alex Krycek (Nicholas Lea) e claro, o “Canceroso” (William B. Davis), que depois de ser o maior filho-da-mãe, conspirador-mor, pseudo assassino do Kennedy e detentor de mais um monte de cargos “governamentais” obscuros, a gente ainda descobre que é pai do Mulder (?!?!). Sem mencionar os conspiracionistas-hackers-mor, os “Pistoleiros Solitários” (The Lone Gunmen), spin-off de “Arquivo X” que não durou nem três meses no ar.
“Arquivo X” tem defensores e detratores. Quem não curte ficção, sobrenatural, fenômenos paranormais e não acredita em vida extraterrestre  nunca vai entender a importância da série para o gênero ficção, pois após “Arquivo X”, tivemos outras boas séries como “Alias” (Alias, 2001-2006) e “Lost” (Lost, 2004-2010), apesar do final meia-boca desta última.

Em tempo: eu acredito em extraterrestre, no caso Roswell, no ET de Varginha e morro de medo de ser abduzida!

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EU TAMBÉM SOU FÃ DO CHARLIE SHEEN

Outro dia eu expliquei porque sou fã do Justin Timberlake; os que não leram, deixem de preguiça e procurem no blog – ou cliquem no link acima porque hoje estou boazinha.
Nem todo mundo gosta do JT, mas todo mundo gosta do Charlie Sheen. E tem explicação para isso?
Não pretendo comparar os dois, mas vamos combinar: o Charlie Sheen é trash, só faz besteira, e todo mundo gosta dele.
Então, vou dizer porque eu gosto dele.
A primeira vez que eu vi o Charlie Sheen na vida foi num filme adolescente dos anos 80, “A Inocência do Primeiro Amor” (Lucas, 1986), filme de orçamento modesto, que alçaria à condição de teen star  Corey Haim (1971-2010) e Winona Ryder.
Mas o Charlie Sheen chamava a atenção porque era simplesmente um gato e além de tudo, interpretava o atleta bonzinho que “roubava” o interesse amoroso do nerd Lucas, personagem do Corey Haim.
A partir daí, Charlie Sheen virou figurinha repetida em sucessos como “Curtindo a Vida Adoidado” (Ferris Bueller’s Day Off, 1986), numa ponta digamos, profética, já que ele aparece como um viciado preso numa delegacia, entre outros.
Mas ele passou a ser respeitado depois de sua participação em “Platoon” (Platoon, 1986), clássico sobre a Guerra do Vietnã dirigido por Oliver Stone, antes deste se embasbacar pelo populismo de Hugo Chavez.
Charlie Sheen ganhou notoriedade também ao representar o estereótipo do yuppie de Wall Street dos anos 80, ao co-protagonizar “Wall Street – Poder e Cobiça”(Wall Street, 1987), também dirigido por Oliver Stone, como o broker ambicioso porém ingênuo que é cooptado por um tubarão do mercado financeiro.
Esta foi a época áurea do Brat Pack, um grupo de jovens atores que dominava Hollywood. Charlie Sheen e seu irmão certinho Emilio Estevez  ao lado do não menos problemático Kiefer Sutherland protagonizaram “Jovens Demais para Morrer” (Young Guns, 1988), um western-moderninho-ativador-de-estrogênio, com música de Jon Bon Jovi. Estrogênio é um hormônio feminino para aqueles que não sabem.
Só que este Brat Pack era de arrepiar: jovens atores, ricos, bonitos, famosos, com acesso a tudo que o dinheiro e a posição de celebridade podem comprar. E o Charlie Sheen ficou no meio do caminho.
Ele estrelou “Top Gang – Ases Muito Loucos” (Hot Shots, 1991) e sua carreira a partir daí foi só ladeira abaixo.
Na década de 1990, ele enfiou o pé na jaca e além de ser preso diversas vezes por dirigir embriagado, afundou-se em drogas e quase morreu de overdose. Isso sem mencionar que ele era cliente assíduo de Madame Hollywood, a cafetina Heidi Fleiss – dizem que ele “frequentou” umas 30 prostitutas agenciadas por ela.
Ah! Vale mencionar que ele NAMOROU a porn star dos anos 80 Ginger Lynn por tipo, uns dez anos. A moça fazia filmes de sexo explícito, que atire a primeira pedra quem nunca passeou pelas prateleiras de videolocadoras escondidinhas e cheias de filmes pornôs.
Com esse histórico, o que as ex-esposas queriam dele? É claro que o cara é kinky!
Enfim, após alguns anos na geladeira hollywoodiana, Charlie foi resgatado pelas sitcoms ao assumir o posto de Michael J. Fox na série Spin City (1996-2002).
Em 2003, ele estreou em Two and a Half Men, onde interpreta a si mesmo: um solteirão mulherengo, beberrão e mau-caráter que é obrigado a abrigar o irmão e o sobrinho em casa. Como o irmão é um zero à esquerda em matéria de mulher, Charlie cuida de dar dicas sórdidas de paquera ao sobrinho.
Em 2005, sua ex-mulher, a atriz Denise Richards, o acusou de ser violento e viciado em pornografia – jura? Quem não percebeu isso só com meus breves comentários?
Um ano e meio depois da separação, Charlie se casou novamente, com uma tal de Brooke Mueller e se deu mal de novo: ele foi preso no Natal de 2009 em Aspen, acusado de violência doméstica. Passou um dia preso, e foi fichado e liberado sob fiança de 8,5 mil dólares. Depois descobriu-se que os dois estavam bêbados. Duh.
Só que nenhum desses problemas o afetou!  Pelo contrário: as pessoas torcem para ver a próxima pataquada dele!
Por alguma razão, Charlie não consegue ficar longe de drogas, mulheres, festinhas de arromba, bebida e o que mais ele puder cheirar, engolir, beber e bem… comer em ambos os sentidos.
Agora, querem cancelar Two and a Half Men. Apesar do último barraco, que foi uma “festinha” de 36 horas onde os paparazzi o flagraram com duas prostitutas, vestido de roupão e boné, ele exigiu da emissora um aumento de salário… míseros 2 milhões de dólares por episódio. Lógico que a emissora se recusou a pagar e o demitiu. A série no entanto, está em hiatus, o que significa que pode voltar – mas sem Charlie Sheen, alguém se habilita a assistir? É o mesmo que “Arquivo X” sem o Mulder!
Charlie: você é um cafajeste. Mas impossível não gostar de você, porque é um cafajeste autêntico. Dizem que as mulheres gostam de um cafajeste e os homens “admiram” os cafajestes.
Eu acho apenas que você tem uma coisa que faz com que nós todos o perdoemos: CARISMA.
Vejam a tal cena “profética” de Ferris Bueller

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TRUE or FALSE POST# 1: LVs PALERMO x TIVOLI

Meninas (e meninos que pretendem agradar a significant other com uma bolsa de griffe), como prometido, segue a minha primeira esnobada, digo, o primeiro post sobre como identificar bolsas falsas. Espero que continuem meus amigos, isso é um serviço de “futilidade” pública!
Bolsa de griffe vocês só compram na própria loja ou em grandes lojas de departamento. Alguns sites de compras por internet também oferecem estas bolsas, pois trabalham com as ditas lojas. Eu vou sugerir alguns na página “Bolsas – Papo de Meninas”.
Hoje vou falar da Louis Vuitton, a bolsa mais copiada do mundo. Há tantos sites que vendem réplicas ou pessoas que juram que vendem original, que perde-se a conta.
Mas como eu já disse, ninguém leiloaria uma bolsa de US$ 1.800,00 por US$ 50,00, não é mesmo?
Enfim, me dei ao trabalho de comparar uma Palermo PM original com uma Tivoli GM falsa. Atenção: as alças são diferentes porque a PM não tem regulagem, como a GM tem. Se eu tivesse comparado com uma Tivoli PM, os detalhes da alça teriam que ser iguais. Por outro lado, não dúvido que o couro da réplica vá escurecer como a original, porque é couro mesmo.
Escolhi estas bolsas porque elas fazem parte de uma mesma coleção, os metais, o desenho, são todos do mesmo estilo. Então, mãos à obra. A esquerda encontra-se a “réplica” da Tivoli GM e a direita, a Palermo PM original.

1. Na original, as letras são todas do mesmo tamanho, a gravação é simétrica e o couro onde está gravado o nome é mais “pontudinho”. O couro da Palermo já está escurecendo.

2. Na original, além da lona não deforma, não tem esse aspecto de papel amassado e os desenhos são simétricos. Flor, estrela, estão sempre paralelas e o LV em posição de destaque, no centro da peça. Reparem que a réplica “amassa”, e olha que eu bati essa bolsa um fim de semana inteiro para ver ela ficava mais molinha.
Só para constar: a original é a Palermo PM e esta Tivoli segue o padrão da GM, portanto, as alças são diferentes mesmo. Se fosse uma Tivoli PM, seria igual a Palermo da foto.


3. Vejam as etiquetas internas: a original é quadrada e a réplica tem as pontas arredondadas. A gravação do nome também é mais fina, porém mais profunda na original, enquanto que na réplica as margens superior e inferior não são simétricas.


4.  Não sei se eu peguei uma réplica ruim, mas no puxador do zíper original, há 6 elos e 1 argola; no da réplica, há 6 elos e 2 argolas. Na réplica, eles também são mais finos, além do zíper ser menor que o da original.
Agora, é por conta e risco do comprador.
Os preços das originais às vezes são extorsivos, mas você tem a garantia de uma peça única, feita manualmente por artesãos muito bem pagos para isso, submetida a rigorosos controles de qualidade. E que sim, mostra que você pode pagar pelo seu sonho de consumo.
Se você decidir pelas réplicas, lembrem-se que nem sempre o material é bom, elas são feitas em linhas de produção por trabalhadores mal pagos, em alguns casos, até trabalho escravo. Você pode conseguir uma peça muito boa ou algo “meia-boca” que vai se autodestruir em seis meses.
Espero que tenha ajudado!

 

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