“IT’S NOT A LIE IF YOU BELIEVE IT” – George Costanza

Há muito tempo não escrevo no blog. Na verdade, escrever eu escrevo, mas tenho preguiça de publicar, porque tenho TOC e quero adicionar fotos, legendas e um monte de firulas na mais perfeita ordem, e aí vem a tal preguiça.

Outro dia um amigo me sugeriu assistir o vídeo do Jerry Seinfeld com Barack Obama, na série Comedians in Cars Getting Coffee. Isso me fez lembrar o quanto eu sinto falta da sitcom Seinfeld“.
Se você nunca viu, este post tem spoilers, mas eu vou avisar antes, tá?

“Seinfeld” foi a melhor sitcom  já produzida. Para quem nunca ouviu falar, a série “stressa” situações comuns a ponto do ridículo, a partir do relacionamento entre quatro amigos: Jerry SeinfeldGeorge Costanza (Jason Alexander)Elaine Baines (Julia Louis-Dreyfuss) e Cosmo Kramer (Michael Richards).
Existem personagens satélites como: os pais de Jerry e George; Newman (Wayne Knight), o vizinho que Jerry odeia e Susan (Heidi Swedberg), a noiva de George que… spoiler abaixo.
O criador da série, Larry David, tem em Jerry Seinfeld seu alter-ego. E a partir daí, a série se desenrola de tal maneira que os temas mais absurdos ganham uma conotação tão importante que podem consumir o episódio, o que equivaleria a dias e dias das vidas dos personagens.

Cada personagem tem características peculiares, e todos se consideram “normais”. Em tom satírico, “Seinfeld” traz à tona tudo que há de pior no ser humano: egoísmo, egocentrismo, ganância, falta de bom senso e muitos outros “hábitos” que a maioria de nós  adota no dia-a-dia, mas não percebe ou… “é parte da nossa natureza”.

Para entender, só assistindo a série. E pensar que quase não teve uma segunda temporada devido a baixa audiência…

** SPOILERS COMEÇAM AQUI **

The Contest

The Contest

Eu me mato de rir até hoje. Não vou listar todos os episódios – clique nos links para ver – mas para quem conhece ou quer conhecer a série e não se incomoda com spoilers, seguem alguns termos e frases conhecidos como Seinfeldisms, além de alguns episódios marcantes.

– Yada, yada, yada: algo como blablabla
Close-talker: aquela pessoa que tem mania de falar quase “colado” em você. Eu detesto, e você? Claro, se você for um close-talker, não vai se ligar ou simplesmente, vai ignorar.
– Double-dipper: sabe aquela festa com Doritos e outros “finger foods”? Pois é, tem sempre aquele sujeito que molha o Doritos no molho, morde e molha de novo… e aí ou você fica com nojo e não come mais ou está tão bêbado que manda assim mesmo.
– Fast-talker: aquela pessoa que nem respira para falar (eu).
– Regift: todo mundo já ganhou um presente que detestou, ou simplesmente, não tem utilidade nenhuma. Neste caso, você pode “representear” um amigo com o dito… presente.
– Mansierre? Bro?: sim. Frank Costanza (Jerry Stiller), o pai de George e Kramer têm a ideia de criar um soutien masculino. Estes são os nomes sugeridos.
– Shrinkage: quando um homem toma um banho de piscina, ou passa frio… it shrinks!

Entre os episódios… aí é praticamente impossível listar os meus preferidos, então vou mencionar alguns que valem a pena assistir, caso você não tenha paciência para assistir as 9 temporadas.

. “The Contest” é o mais famoso. Não apenas pelo roteiro e as piadas, mas por tocar num tabu em pleno primetime. Qual o plot? Os amigos decidem apostar quem consegue ficar sem se masturbar por mais tempo. As frases são tão hilárias que vale a pena reproduzir. George é pego pela mãe “in the middle of the action”, e então, surge a aposta.

ELAINE: (Smiling) I want to be in on this, too.
GEORGE AND JERRY: (Rejecting) Ohh, no. No, no, no..
ELAINE: Why?
JERRY: (Showing difference) It’s apples and oranges..
ELAINE: What? Why? (More ‘no, no, no’s from Jerry and George. Persistent) Why?
JERRY: Because you’re a woman!
ELAINE: So what?
JERRY: It’s easier for a woman not to do it than a man.
ELAINE: (Sarcastic) Oh.
JERRY: We have to do it. It’s part of our lifestyle. It’s like, uh.. shaving.
ELAINE: Oh, that is such bologna. I shave my legs.
KRAMER: (Making a point) Not everyday. (…)
GEORGE: Alright, now, how are we gonna monitor this thing?
JERRY: Well, obviously, we all know each other very well, (Elaine slightly laughs) I’m sure that we’ll all feel comfortable within the confines of the honor system.

Este episódio também cunhou Seinfeldisms como
Jerry: “Are you the master of your domain?
Elaine: I’m the queen of the castle.

.”The Invitations”. George Costanza é a representação do ser humano mais mesquinho possível, em todos os aspectos. Ele é amoral, antiético, egoísta, mentiroso… aliás, o título do post é uma das frase mais famosas dele: “It’s not a lie if you believe it”.
E por quê este episódio é importante? Porquê a noiva de George, Susan, morre intoxicada após lamber os envelopes dos convites de casamento.
George não queria gastar dinheiro, então ele escolheu os mais baratos, fora de linha que estavam com a “cola vencida”.
E por quê isso teria graça? No fundo, George não queria casar e quando ele sabe da morte, tenta disfarçar um sorriso fingindo que chora. Jason Alexander está impagável.

.”The Soup Nazi”. Esse é o mais “autobiográfico”. Se bem me lembro, Larry David e outros comediantes de stand up costumavam ir até um fast-food que só vendia sopas. As sopas era ótimas, mas o dono da loja era mal-humorado. Reza a lenda que o episódio fez tanto sucesso que o verdadeiro “soup nazi” queria direitos autorais.

Para chorar de rir? “The Hamptons”. George Costanza está nu, se secando após  um banho de piscina quando uma mulher abre a porta do quarto e vê que, digamos, a masculinidade dele é minúscula. Ela não se contém e dá risada. George grita desesperado: “I was in the pool! It shrinks!”. Isso vira uma discussão onde até Elaine dá palpite.

Tem um episódio, não me lembro o nome… Elaine namora um músico e acidentalmente, estraga o poster dos “Três Tenores”. Luciano Pavarotti, Plácido Domingo e… “the other guy”, que era o favorito dele. Nenhum dos personagens lembra o nome do terceiro tenor – para ser honesta, nem eu, mas descobri depois que era o José Carreras. Enfim, ela consegue um novo poster, e quando o entrega ao namorado ele manda um: “Oh! He… and the others”.

Outros que não lembro os nomes, mas valem a pena:
. Jerry arruma um encontro para Elaine e quando o cidadão a deixa em casa… “Heeee… took it off”. Não preciso explicar, né?
.  Jerry arruma uma namorada que fica feia ou bonita de acordo com a iluminação; é quando o Seinfeldism “Two Face” surge.
. George se finge de deficiente para se manter num emprego e ainda arrecadar fundos para uma instituição de caridade – ele mesmo.
. Jerry rouba um pão de uma velhinha…
. Kramer resolve praticar natação no Hudson River, em meio a cadáveres desovados pela máfia…
. os vários episódios em que George assume seu alter-ego Art Wandelay, da Wandelay Industries, que é um “importer-exporter”, “architect”, ou qualquer coisa que ele resolva ser para não se sentir diminuído diante do sucesso de outros.
. a invenção do Festivus: Frank Costanza decide não comemorar nenhuma data simbólica como Natal, Ação de Graças… e inventa o Festivus: “Happy Festivus to the rest of us”!

Se você não resistiu e leu até aqui, com certeza está com vontade de ver os episódios.

Com todo respeito a sitcoms mais recentes e excelentes, como “The Big Bang Theory” e “Modern Family” entre outras, Seinfeld merece o título the melhor comédia até hoje.
Na minha humilde opinião, nunca mais conseguiram retratar o ser humano de uma maneira tão cruel de uma forma tão suave.

E… “Jerry, just remember: it’s not a lie… if you believe it”.

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TRUE or FALSE POST# 2: MIU MIU MATELASSÊ

Enfim, há tempos escrevi este post, TRUE or FALSE POST# 1: LVs PALERMO x TIVOLI, e mesmo com intenção de escrever esporadicamente sobre o tema, a correria do dia-a-dia não me permitiu nem atualizar meus posts mais corriqueiros. Sem falar que inserir as fotos aqui parece que virou uma tarefa árdua; demora para enquadrar do jeito que eu quero.

Buscar uma “réplica” ou falsificação também não é fácil. A internet está cheia, mas os preços são extorsivos e EU ME RECUSO. Me resta buscar fotos ou fotografar na cara-de-pau. Vale até abordar alguma desavisada no elevador e perguntar se eu posso tirar algumas fotos, porque é a bolsa que estou procurando.

Hoje consegui sentar e selecionar as fotos e vou falar da Miu Miu, das bolsas de matelassê cobiçadas da Miuccia Prada.
A  minha opinião sobre falsificações é clara: eu prefiro NÃO ter do que sair carregando um artigo falso, por mais questionável que seja “moralmente”. Na minha moral, o designer, o músico, o escritor, têm direito ao crédito. Pode ser que uma bolsa de griffe seja ridiculamente cara, ainda mais se levarmos em consideração que vivemos no Brasil. E também que as próprias griffes estejam sucumbindo a mão-de-obra barata ao invés do trabalho de artesãos caprichosos, mas não vou me estender a este assunto hoje; qualquer coisa, vejam a página “Bolsas – Papo de Meninas”, neste mesmo blog.
Enfim, há alguns anos, a Miu Miu (“segunda” marca da Prada), estourou com o lançamento das bolsas de matelassê.

Meu novo "sonho de consumo".

Meu novo “sonho de consumo”.

Apesar da Miu Miu ter lançado outras bolsas ma-ra-vi-lho-sas, como esta que é meu atual sonho de consumo, as “matelassadas” são clássicas e continuam um hit, tanto que algumas são parte da “coleção permanente”.
Pois bem: eu consegui arrumar uma Miu Miu “fake” o suficiente para comparar com uma original. E volto a dizer: se você for comprar uma bolsa de segunda-mão, atente aos detalhes.

Logo de falta de alinhamento no acabamento externo e rebarbas (na aba que fecha a bolsa).

Coffer: foi só chegar perto para ver a falta de alinhamento no acabamento externo e rebarbas (na aba que fecha a bolsa).

Eu tentei seguir uma lógica, ao colocar as bolsas lado a lado, mas acabei mesclando as fotos em alguns pontos. De qualquer forma, a bolsa da esquerda é a original, cor de chumbo e a da direita, a falsa, num cinza mais claro; não me perguntem como nem quem me deixou fotografar a bolsa.
As fotos com legendas estão meio bagunçadas por pura falta de conhecimento tecnológico da minha parte.

Eu já pensei em vendê-la mais de uma vez e não porque eu enjoei, mas porque a diferença entre a original e a falsa já começa NO PESO. A original é um chumbo – nesta, tanto a cor como o couro. Aliás, a minha é esta cor de chumbo, e os metais estão sim com marcas de uso. Mas o couro continua firme e forte.

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Pintada?

Brilho do couro: a falsa parece "pintada".

Brilho do couro da original.

Vou falar a verdade: num primeiro olhar essa falsificação passaria batida, porque se você está carregando uma bolsa cheia de tranqueiras dentro e o formato meio que se acomoda. Mas quando você olha mais de perto…
Eu nem me lembro se a minha Miu Miu matelassê tem um nome e fiquei com preguiça de procurar a fatura do cartão.
Como eu já mencionei, cinza clara é uma Coffer fake, e só de bater o olho, já dá para ver como o acabamento é diferente. O brilho do couro, que na original parece um “verniz discreto” já grita. A falsa também parece “amassada”, tem marcas de dobra.

Fecho design clássico da Miu Miu

Fecho design clássico da Miu Miu

Fecho da Coffer fake, torto e colado.

Fecho da Coffer fake, torto e colado.

Marcas de uso no couro, no fecho pesado.

Marcas de uso no couro, no fecho pesado.

Metal "racha"?

Metal “racha”?

Coffer falsa é “torta”, podem reparar que o fecho não está centralizado, e eu deixei a bolsa bem reta para fotografar. Já na chumbo, o fecho está bem centralizado e é pesado, a metal dos dois lados da bolsa. A “cor” dos metais também é um alerta: apesar da minha bolsa estar “gasta” e com arranhõezinhos, o metal é brilhante. A da Coffer falsa parece meio “fosco”. E essa “rachadura”? Metais “moles” tendem a rachar, sim, mas esse aí parece plástico, mesmo.

Uma coisa que pode passar desapercebida é o gancho da alça de ombro. Eles são iguais, e eu quase os virei do avesso, se isso fosse possível. Mas aí, é só prestar atenção no acabamento da alça, como os pinos e as costuras.

Acabamento diferente.

Acabamento diferente.

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Gancho.

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Fixação do parafuso e passante.

Parece MUITO com o original, somente um pouco mais fosco.

Parece MUITO com o original, somente um pouco mais fosco.

Acabamentos interno e externo que deixam a desejar, não somente pelos metais, zíperes, mas a costura mal feita. Nenhuma bolsa de qualidade, MESMO QUE NÃO SEJA de griffe, traz um remendo destes. Eu tenho ótimas bolsas sem marca que têm um acabamento impecável.

Original.

Original, costura impecável.

Remendo no meio da bolsa.

Preste sempre atenção aos  detalhes do acabamento interno e externo, como os zíperes, pinos e arremates. Neste post, eu limitei as fotos. Vai que alguém resolva utilizar a informação para melhorar a qualidade da falseta… minha intenção NÃO É estimular esse tipo de coisa.

... não deu para discutir.

… não deu para discutir.

Com esse item...

Com esse item…

Em todo caso vejam os logos internos nas próximas fotos. O logo acho que é o detalhe mais “enganatório” da bolsa – claro, não fosse o fosco do metal. Os puxadores, já não enganam: na original, ele tem formato de estribo, é mais grosso e longo; na fina, é um ganchinho meia lua clássico de qualquer bolsa. Acho que com estas dicas, dá para evitar levar Miau Miau por Miu Miu.

 

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A CARMINHA ERA UMA PESTE PORQUE NINGUÉM CONHECIA O JOE CARROLL

Quem me conhece sabe que eu tenho ZERO paciência para novelas, mas sou uma viciada assumida em séries gringas.
Eu até que me controlo; se assistisse a todas que eu gosto, não teria vida.
Mas a Netflix existe e eu tiro a barriga da miséria no meu iPad.
Longe de mim denegrir o trabalho do João Emanuel Carneiro e da Adriana Estevez. A última novela que eu mais ou menos segui foi “A Favorita”, obra dele, e a Adriana Estevez, se não fosse boa atriz, jamais teria sido tema de almoços, cantinhos de café, salão de cabeleireiros e até baladas. Não é disso que se trata o post, que fique claro.
Anninha, que “cazzo” é Joe Carroll? Para quem não sabe, é o personagem mais vilão do momento das séries produzidas na “Gringolândia”. Do momento, que fique claro.
Uma coisa que eu adoro nas séries americanas é a facilidade com que um personagem ou roteiro se desenrola, mesmo que muitas vezes os roteiristas dêem uma viajada que arrepia até o espectador menos atento. Eu atribuo isso ao valor que os EUA dão às Letras: lá, ser escritor ou roteirista é honroso. Não menosprezando o Brasil, aqui sempre se teve a errônea conotação de “gente que não tem nada para fazer”. Vergonhoso.
Pois bem. Se eu for listar TODAS as séries POLICIAIS ou de SUSPENSE que eu gosto, vai faltar espaço. Então, vou resumir da seguinte maneira.
Basicamente, eu classifico estas séries em dois grupos obviamente clássicos.

O elenco da 8a.temporada de "Criminal Minds".

O elenco da 8a.temporada de “Criminal Minds”.

Os “Good Guys”, onde os destaques são os personagens que combatem o crime. Nesta categoria, a minha favorita é “Criminal Minds”, (2005-), do AXN, cujo mote é uma equipe do FBI especializada em traçar o perfil dos serial killers. Não sou nenhuma psico ou sociopata, mas é bem legal assistir episódios inspirados nesses lunáticos; para conhecer esses seres “inumanos”, basta sintonizar no canal “Investigação Discovery”. Aí ainda se inclui todos os CSIs e Law & Order. Isso porque os personagens as vezes dão umas escorregadas, mas sempre por um motivo nobre.

"The Shield".

“The Shield”.

A minha outra categoria é a das séries dos “Bad Guys”, onde o destaque é um  personagem amoral – que visa benefício próprio ou tenta “fazer o certo a partir de motivações erradas”. Alguns dramas se encaixam nesta categoria, e eu vou voltar ao tema, mas em termos de séries POLICIAIS nenhum personagem foi tão bem representado como Vic Mackey do Michael Chiklis, na já extinta série “The Shield”, (2002-2008). Imaginem um policial durão no distrito mais perigoso de Los Angeles, que quer sim, combater o crime – mas também tira vantagem dele, muitas vezes em benefício próprio. Corram pro Netflix; eu estou revendo a série. Pior de tudo é que você vai torcer para ele se dar bem.
Anninha, de novo: quem é o p… do Joe Carroll?

Joe Carroll (James Purefoy) e Ryan Hardy (Kevin Bacon)

Joe Carroll (James Purefoy) e Ryan Hardy (Kevin Bacon)

Pois bem, mesmo com uma hipótese “viajante” – mas nos dias de hoje, não tão improvável – Joe Carroll é o vilão interpretado pelo inglês James Purefoy na nova série “The Following”, (2013-). A premissa da série, como eu disse, é meio viajante: um serial killer brilhante que consegue criar um culto a própria imagem, como uma religião. Seus seguidores fazem tudo por ele, inclusive, ajudar na sua fuga. Ou seja: ele consegue criar um monte de assassinos, dispostos a matar por ele ou simplesmente dar vazão a seus próprios instintos. Alguns deles são tão submissos que se deixariam matar “apenas” para que Joe Carroll sacie sua “fome de sangue”. E o James Purefoy está odioso, com aquele ar cínico, com o qual ele tem que tomar muito cuidado para não virar um canastrão.
O mocinho da série é o ex-agente do FBI Ryan Hardy, chamado para ser consultor do caso uma vez que foi ele quem prendeu Joe Carroll. Este é interpretado pelo Kevin Bacon que, coitado, faz de tudo para ver o personagem funcionar. Que fique claro que não é culpa dele: no lado maldade, a série manda bem, mas é impossível o FBI só se estrepar, né? Não há quem aguente. É aí que eu acho que a série tem seu ponto fraco.
Mas tem coisa mais odiosa do que ver um serial killer se dar bem? E pior, ver que há um bando de lunáticos que acham isso cool? Esse é o ponto forte da série na minha opinião: a premissa pode ser viajante, mas todos sabemos que esses lunáticos existem. Os Columbine Boys são exemplos clássicos. E ao mesmo tempo que isso é triste, também é interessante.
Para finalizar, hoje estréia “Hannibal”, (2013-), no AXN. Nos EUA já está no ar, mas eu não sou tão viciada a ponto de perder horas baixando episódios da internet. Mas vou confessar uma coisa: eu não comprei a cara desse Hannibal aí; sou muito mais o Anthony Hopkins – que por motivos óbvios, não pode interpretar o Hannibal Lecter jovem, né? Sei lá… Quero testar o tal aplicativo “segunda tela”, então, me preparei para isso.
Chega de serial killers por hoje, mas fica um “perfil” de Joe Carroll, “The Following”:

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EU SOU FÃ DO RICKY MARTIN

Mais um da série “eu sou fã”; dessa vez, do fofo – sim, em falta de palavra melhor – Ricky Martin. Ricky
Ontem o Ricky Martin comemorou 4 milhões de “likes” em sua página no Facebook – o meu entre eles há bastante tempo. E eu me lembrei que, apesar de ter demorado para “sair do armário”, ele mais do que merece esse reconhecimento, como artista e como pessoa.
Tudo bem que ele levou quase 30 anos para assumir a homossexualidade – com quase 40 anos de idade. Mas who cares? Esse cara foi exposto aos holofotes ainda criança, nos tempos do Menudo, o que mostra que ele já sabia bem o que queria – ser um artista famoso. E latino-americano é um “bicho” machista – ou seria melhor dizer, sexista – pra caramba.
Teve a imagem de galã latino bombardeada em todos os meios: novelas de TV, cinema, na própria música.
Não deve ser fácil esconder quem você é por tanto tempo. O ator Rock Hudson – os mais jovens, cliquem no link para saber quem é – escondeu a homossexualidade a ponto de se casar com uma amiga para manter a imagem de macho em Hollywood. Teve a homossexualidade exposta de maneira grosseira e cruel quando definhou por causa da AIDS, em 1985. Ok, nos anos 60, eu acho que a pressão era maior. Mas mesmo assim, a indústria da imagem judia.
Muita gente vai me dizer: “Afe, Anninha, Ricky Martin é brega”. EU SOU BREGA assumida. Adoro dançar “Livin’ la Vida Loca”, “She Bangs”, “Por Arriba, Por Abajo” e me esgoelar cantando sozinha no trânsito de São Paulo, “Saint Tropez” ou “A Medio Vivir” com meu espanhol de sotaque venezuelano.
Vamos combinar, Ricky: você nunca enganou ninguém. Lindo e rebolando do jeito que você rebola, sempre “deu pinta”. Mas todo o público o respeitou; nunca ninguém especulou ou o confrontou publicamente se você era gay ou não.
Pelo contrário: quando você se assumiu, teve o apoio de todo o mundo, gay ou não.
Sabe por quê? Porque acima de tudo, você é um artista carismático, que cumpre seu propósito: de fazer as pessoas cantarem, dançarem e viverem “la vida loca”.
Vejam bem: ele foi parar na Broadway, no musical “Evita”.
Então, parabéns ao Ricky. Que ele continue a ser quem é: humilde, lindo, talentoso, carismático, bom pai e bom companheiro.
Todos nós gostamos de você!

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AS APARÊNCIAS ENGANAM…

Kyle, Cartman, Stan e Kenny

Kyle, Cartman, Stan e Kenny

… “aos que odeiam e aos que amam”, já cantava Elis Regina, composição de Sérgio Natureza e Tunai, caso alguém se interesse.
Eles são fofinhos – dá vontade de apertar.
Eles são garotinhos – portanto, crianças “sinceras” e sem maldade.
Eles se sentem incompreendidos pelos adultos.
Eles moram numa cidadezinha no estado do Colorado – fictícia, porque eles são parte de um desenho animado.
Eric Cartman, Kyle Blofovsky, Stanley Marsh e Kenny McCormick – e mais recentemente, Butters Stotch – são todas as alternativas acima. Exceto que NENHUM deles é flor que se cheire.
South Park, (1997- )” é um desenho animado para adultos, há 16 anos no ar pelo canal “Comedy Central”. Criado por Trey Parker e Matt Stone, a intenção é mostrar crianças fofinhas, famílias “normais” de uma cidadezinha do interior dos Estados Unidos e seu dia-a-dia.
O problema é que… as criancinhas não são boazinhas, as famílias não são normais, a cidadezinha é um poço de ignorância e preconceito e escatologia pouca é bobagem. A ponto de existir um cocô falante, Mr. Hankey – sim, um pedaço de merda, mesmo, em bom português.

“South Park” é do tipo ame ou odeie. Eu AMO, mas confesso que há episódios tão nojentos que são difíceis de assistir.
A amizade dos quatro garotinhos, apesar de tudo, é o que se vê na vida de qualquer criança:
– Kyle e Stan são amigos e os mais racionais;
– Cartman é o “gordinho” escroto, personalidade dominante da turma;
– Kenny é o mais zoado: além de pobre, ele “morre e ressuscita” em praticamente todos os episódios – se não me engano até a quinta temporada, quando ele “morre” definitivamente e é substituído por Butters, um garotinho inocente no meio de tanto lixo. Isso quer dizer que os episódios são TOTAL e POLITICAMENTE INCORRETOS.

TÃO politicamente incorretos que alguns episódios simplesmente são inacreditáveis.

Imagine que na escola, um aluno faça o número 2 nas calças – ele será zoado pelos colegas, certo? Na escola de South Park, Cartman puxa o coro. Após uma repreensão, Cartman sugere aos professores e à diretora COLOCAR LAXANTE na comida da escola, assim todos os alunos teriam diarréia e ninguém poderia zoar ninguém – exceto ele próprio, pois sairia ileso da empreitada.
Em outra ocasião, o Chef, cozinheiro negro do colégio com jeitão de cantor de R&B, resolve promover uma manifestação para mudar a bandeira de South Park, que ele considera racista “apenas” porque a bandeira traz quatro brancos, uma forca e… um negro pendurado na mesma. Como encontra oposição da população “conservadora”, que justifica que a bandeira homenageia os fundadores da cidade, a prefeita faz uma alteração na mesma: mantém o desenho, mas COLOCA UM SORRISO  no rosto do negro enforcado, o que significa que agora ele está “feliz e não sofrendo”, o que piora a situação e a cidade se vê dividida.
Na febre do iPad, até uma mãe “honesta” vira pedófila. Cartman não tem um iPad, e com raiva, dispara para a mãe: “Você só me fode”. Como se não bastasse, ele ainda solta isso no meio de um WalMart da vida e vai parar no programa do Dr.Phil, onde afirma que “minha mãe me fodeu no Natal, no meu aniversário e agora quer me foder de novo”.
Isso sem contar o que eles detonam com as celebridades: Bono, Mel Gibson, Paris Hilton – todos eles já tiveram episódios onde são completamente ridicularizados.

Eu poderia passar horas descrevendo os episódios, mas acredito que seja mais divertido – ou não – vocês mesmos assistirem.

Segue a abertura de presente.

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NO ESCURINHO DA SALA DE VISITAS

WIll Wheaton, Jerry O’Connel, Corey Feld e River Phoenix em “Stand by Me”.

Quem cresceu nos anos 70, com certeza se lembra dos filminhos caseiros. Eram “produções caseiras”, que nossos pais e tios faziam com uma câmera Super 8, em situações constrangedoras como churrascos, festas de aniversário, noite de Natal, sua primeira queda de bicicleta…
Naquele tempo não existia “sala de TV”, então a família se reunia na sala de visitas, onde se empurravam móveis, esticavam as cortinas e pronto: estava montado o cinema de vexames da Super 8.
Após meses, eu finamente assisti “Super 8” (Super 8, 2011), roteiro e direção de J.J.Abrams, em co-produção com o sempre ídolo, dele e de todos nós, Steven Spielberg.
“Super 8” tem uma história singela: após um estranhíssimo acidente de trem, uma cidadezinha começa a sofrer estranhas “intervenções” e desaparecimentos, entre outras coisas.
Claro: culpa dos ETs, os nossos extra-terrestres que Spielberg idolatra.
Eu adoro tudo que seja relacionado a vida alienígena; acredito mesmo que existam seres mais inteligentes do que os “terráqueos”. Mas MORRO de medo de ser abduzida!
Enfim, o roteiro foi do J.J. Abrams, que mostrou talento para fora das séries de TV que costuma produzir. Ele é mais conhecido como um dos criadores de “Lost”, (2004-2010). O que pouca gente se lembra, é de outros seriados que ele criou, como o romântico-sem-ser-açucarado-demais “Felicity”(1998-2002) e o primeiro seriado a colocar uma garota no centro da ação, “Alias” (2001-2006).
Aliás, foi através de “Alias” – me perdoem o trocadilho – que ele começou a explorar o tema conspiração. E aliás, “Alias” foi a série que desbancou “Arquivo X” (“The X-files, 1993-2002). Vale dizer que “Alias”, por mais fictício que tenha sido, não perdeu o rumo como “Lost”, que me perdoem os “lost addicteds”…
Enfim, o que me encantou em “Super 8”? Praticamente tudo. Ficção de primeira, com direito a estética da virada dos anos 70 para os 80. Personagens cativantes e temas que giravam no imaginário popular dos anos da Guerra Fria.

Quem cresceu assistindo a “E.T., o Extra-terrestre” (“E.T., the Extra-Terrestrial,” 1982), “Os Goonies” (“The Goonies”, 1985), “Conta Comigo” “Stand by Me”, 1986), será invadido por uma nostalgia inebriante.
Há a menina bonita e problemática; o gordinho mandão e simpático; o bonitão meio abobalhado; o nerd chegado em algo não convencional como explosões; o órfão que é o personagem mais “equilibrado” desta turma. Os melhores amigos, todos em suas bicicletas BMX.
O medo da invasão “soviética”- hoje não é mais União das Repúblicas Socialistas Soviéticas – URSS, viu gente? Hoje é só Rússia mesmo, e todos os outros países que foram ou tentam ser “desagregados” após o colapso do comunismo.
Claro que hoje os efeitos especiais dão lavada nos efeitos dos anos 80.
E o alienígena? Ah! Esse é uma obra-prima. Me lembrou de um episódio de “Arquivo X”, onde o alien só era detectado através de infra-vermelho – primeira ou segunda temporada, mas estou com preguiça de procurar o título do episódio. Meio doidão, o que nos lembra das coisas que voavam, literalmente “do além” em “Lost”. Um motivo nobre por trás de toda a violência da criatura…
Mas o lance do “filme dentro do filme”, os adolescentes como os “investigadores”, tudo isso é muito bom de assistir. Tanto que já assisti ao filme quatro vezes desde então.
Segue o trailer para quem não viu, ou quer ver de novo.
Steven Spielberg já tem seu sucessor…

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A RESIGNAÇÃO

Leila Hatami (Simin) e Peyman Moadi (Nader): até que a morte os separe?Com alguns meses de atraso – já que eu ando uma “intelecto-preguiçosa”, vou falar do ganhador do Oscar® de filme estrangeiro de 2012: “A Separação” (Jodaeiye Nader az Simin, 2011), filme iraniano que trata de… separação. Vale lembrar que eu mudei o parágrafo; quando comecei a escrever o post, ele ainda era “nomeado” e já havia levado o Golden Globe e mais um monte de prêmios.
Ok, qual a novidade em um filme sobre a separação de um casal – que Hollywood produz às toneladas?
Se você não tem um grande estúdio por trás, produtores com dinheiro para investir, atores de primeiro calibre – o que você faz? Investe no roteiro, claro. E foi isso que o diretor e roteirista Asghar Farhadi fez.
A surpresa do filme não é a história da separação em si – apesar não entender nada de leis islâmicas, fica muito claro que a separação do título é apenas um pretexto para expor o Irã atual, uma terra que ainda carrega resquícios de uma sociedade tribal e limitada a clãs. Sem mencionar a influência religiosa, que expõe as relações humanas entre as diversas classes sociais de um país que já foi um marco da História da humanidade. Enfim, o filme foi uma daquelas surpresas agradáveis – além de me levar de volta aos tempos de adolescente moderninha que frequentava as salas de cinema da Rua Augusta e região em busca das novidades européias, asiáticas e… do Oriente Médio?
Os créditos iniciais do filme se passam enquanto três passaportes são carimbados com vistos. Corta para a primeira cena, que mostra um casal perante um “juiz” – a mulher quer se separar do marido, uma vez que ambos e a filha conseguiram vistos para viajar ao exterior e o casal está em conflito. Situação: a esposa, Simin quer sair do país, o marido, Nader, não quer deixar o pai, que sofre de Alzheimer e nem permitir que a filha viaje com a mãe.
Segundo a lei iraniana, ou islâmica – eu não sei dizer – a separação, ou talvez o divórcio, só serão concedidos mediante acordo mútuo. Mútuo entre aspas: sabem aquela história de quando um não quer, dois não fazem? Aqui se aplica perfeitamente, pois o marido não quer, então, a esposa resigna-se em perder a disputa.
Mesmo assim, ela abandona o marido e a filha e volta a viver na casa da mãe. O marido deve então encontrar uma “faz-tudo”, alguém que faça o serviço de casa e ainda cuide de seu pai doente.
É então que entra em cena a empregada, uma religiosa extremista, que esconde do marido depressivo que está trabalhando. E o filme dá um reviravolta onde Nader, o marido se vê na condição de “injustiçado” pela lei, divergências entre os iranianos “liberais” e os fundamentalistas vêm a tona, a confusão que é o sistema judiciário iraniano nos deixa, brasileiros, felizes por ter um sistema ineficiente mas pelo menos, com direito a advogados.
Não dá para contar muitos detalhes porque é praticamente, contar o filme. Mas imaginem uma situação onde o espectador, a cada momento, encontra “novos culpados” pela situação, e conceitos como honra e orgulho são levados ao pé da letra, o que gera reviravoltas e mais reviravoltas – e resignação, acima de tudo.
Para quem não viu e pretende ver, segue o trailer do filme.
Sinceramente, um dos melhores filmes que já vi em minha vida.

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A DAMA DE OURO

Em continuidade ao tema cinema, dias atrás assisti “A Dama de Ferro” (The Iron Lady, 2011), que conta a trajetória da ex-Primeira Ministra britânica Margaret Thatcher.
Confesso que esperava mais do filme. Não que seja ruim. Mas há muito sentimentalismo – apesar da boa idéia de usar a senilidade da personagem principal para contar sua trajetória por meio de flashbacks, que por sua vez, não estão em ordem cronológica.
Eu vivenciei muito a era Thatcher; quando ela assumiu o poder eu tinha nove anos e meu pai era viciado em telejornais. Portanto, a partir do momento que ele chegava em casa, eu era submetida a “tortura” de saber tudo o que se passava no mundo. Hoje eu agradeço por isso.

A Thatcher "original"

Algumas imagens são reais, e eu me lembrei destes momentos. Talvez por isso, eu tenha me desapontado um pouco com o filme. Eu queria ver mais do lado político da Dama de Ferro, e acho que a tentativa de humanizá-la não condiz muito com seu papel na sociedade e na política mundial. Todos sabemos que a mulher era “turrona”, mas também, para enfrentar o parlamento inglês, só assim, né?
Por outro lado… minha atriz favorita ever, novamente dá um banho de interpretação.
Meryl Streep é uma daquelas atrizes atemporais. Nos anos 80, ela emendava uma filme atrás do outro. Alguns bons, outros médios, até que resolveu dar um tempo na carreira artística para se dedicar a família. Neste período, ela participou de uma ou outra produção mais modesta, foi “substituída” por novos “ícones”, mas quando voltou ao cinema, foi com carga máxima.
A filmografia dela é tão ampla, que não me atrevo a comentar filme por filme, mas estou para ver uma atriz tão versátil, que consiga mudar de sotaque, expressões faciais, navegar em diversos gêneros de filme quanto ela.
Uma das minhas interpretações favoritas de Meryl Streep foi em “Kramer X Kramer” (Kramer X Kramer, 1981), cujo link eu coloco abaixo. Foi este papel de coadjuvante que iniciou sua trajetória rumo a categoria das estrelas máximas do cinema, quando ganhou seu primeiro Oscar®, ao interpretar a mãe que abandona o marido e o filho e depois “muda de idéia”. Com esta nova indicação, por “A Dama de Ferro”, ela já foi nomeada dezoito vezes ao Oscar®, e venceu duas. Acho que não há no cinema atriz como ela.
Então, para os que forem assistir “A Dama de Ferro”, prestem atenção a interpretação da Dama de Ouro.
Sim, porque na minha opinião, quem carrega o filme, é vovó Meryl.
Uma curiosidade que eu li no imdb.com: quando ela pergunta “How do I look?”, era para saber a opinião do Dustin Hoffman, pois pensou que a cena tivesse terminado. O diretor decidiu mantê-la.

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OS ROTEIRISTAS QUE NÃO REESCREVERAM O LIVRO

De volta a vida, após alguns meses de descaso com este blog.
Como os cinemas estão bombando com bons filmes, achei melhor escrever logo, pois estou em ritmo de Oscar®.
Semana passada assisti a versão Hollywood d’ “Os Homens que não Amavam as Mulheres” (The Girl with the Dragoon Tattoo, 2011). Para quem – se é que existe alguém – não sabe do que se trata, é o primeiro livro da Trilogia Millennium, escrita pelo sueco Stieg Larsson, que ganhou notoriedade não só pelo thriller que conta a história da hacker -investigadora Lisbeth Salander e do incorruptível jornalista Mikael Blomkvist quanto por sua morte prematura, aos 50 anos. Se alguém quiser mais detalhes, é só ler este post: “A Trilogia que me tirou o sono”.
Li os livros por indicação de uma amiga – que para indicar um best-seller, é porque gostou muito – e fiquei viciada. São mais de mil páginas distribuídas em três livros, confesso, cheias de digressões que as vezes embaralham a mente .
Enfim, já havia visto – e comprei o DVD – da versão sueca do filme, “Män som hatar kvinnor”, 2009, e achei alguns personagens fiéis, mas a história em si foi muito resumida e detalhes importantes foram deixados de fora.

Rooney Mara como Lisbeth Salander

Quanto a versão Hollywoodiana, minha maior dúvida seria o calibre da atriz escolhida para viver a anti-heroína Lisbeth Salander, Rooney Mara, escolhida do diretor David Fincher. Até então, eu só a conhecia através da nova versão d’ “A Hora do Pesadelo” (Nightmare on Elm Street, 2010) e da ponta que ela faz como Erica Albright, a namorada de Mark Zuckerberg que o “instiga” a criar o facebook®, em “A Rede Social” (The Social Network, 2010), dirigida pelo mesmo David Fincher.
No filme sueco, a interpretação da atriz Noomi Rapace foi tão visceral que eu duvidei que alguém alcançaria tal performance. Não desmerecendo seu trabalho, a Rooney Mara mostrou ser uma Lisbeth Salander a altura. Em alguns momentos, até mais esquisita. Quem leu o livro, ou viu o outro filme sabe que há algumas cenas duras de engolir para quem é mulher – e ela foi perfeita, a ponto de dar desespero… Mas claro, ela se vinga com louvor depois.
A versão americana também foi mais fiel ao livro. Demorou um pouco até os personagens se cruzarem, assim como no livro – o que eu acho que no cinema, pode ser aborrecido – mas a partir do momento em que os personagens se cruzam, o thriller embala.

Noomi Rapace como Lisbeth Salander 

Entendo que a versão sueca deve ter tido um orçamento muito abaixo da Hollywoodiana – mas não justificou o fato de ter deixado de fora alguns momentos-chave da história, como quem descobre o mistério dos números.
Acho que este foi o ponto forte do filme: os roteiristas foram fiéis a história e quem é rato de livraria, curte isso. Até hoje eu estou frustrada com a não-existência dos “explosivins” no filme “Harry Potter e o Cálice de Fogo”, mas isso é outra história.
E meninas, vamos combinar: quase três horas de Daniel Craig vale o sacrifício, né?

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ENQUETE: A INDISFARÇÁVEL NATUREZA DO SER

A enquete é para pegar fogo.
Poderia um livro ter título mais perfeito que este? Estou falando d’ “A Insustentável Leveza do Ser”, de Milan Kundera.
Há dois dias atrás assisti novamente a versão cinematográfica. A história se passa durante e após a “Primavera de Praga”. O livro eu li quando tinha uns quinze anos e fiquei fascinada pela história – um retrato de como a invasão soviética acabou com a vida do triângulo amoroso do médico Tomas, sua esposa Teresa e sua amante Sabina. A Sabina inclusive, é uma das minhas personagens femininas favoritas, “Sabina e seu chapéu-coco”.
O filme, de mesmo nome foi uma produção americana, dirigida por Philip Kauffman, e trazia nos papéis principais o inglês Daniel Day-Lewis como o infiel Tomas, a sueca Lena Olin como a livre Sabina e a francesa Juliette Binoche, como a monogâmica e ingênua Teresa. Não que o filme seja ruim: ele é apenas médio, na minha opinião. A sensação que me deu foi de que o Philip Kauffman gastou a tinta na erotização do filme – a história por si só já é erótica – e esqueceu da parte política. E aí ficou aquela sensação de que eles tiveram que correr para acabar o filme.
Na história,  Tomas se casa com Teresa após uma paixão fugaz. Eles se conhecem rapidamente numa cidade do interior e do nada, ela aparece em Praga e do nada, passa a morar na casa dele.
Por outro lado, Tomas tinha um relacionamento com Sabina, antes de conhecer Teresa. Ela era a única mulher que o entendia: nunca se incomodou com seus romances ou as transas – como médico, ele simplesmente “examinava” todas as enfermeiras do hospital.
Quando ele conhece Teresa, seu relacionamento com Sabina sofre um leve abalo. E aí percebemos que a própria Sabina tinha ciúmes de Tomas – por mais que tolerasse seu comportamento, ela também o amava, de forma diferente. E mesmo casado, ele não para de pular a cerca. E Teresa tolera todas as traições porque ama Tomas e não tem mais ninguém.
Outro dia, eu e uma amiga perguntamos para um amigo nosso: “Por que os homens traem?”
E ele respondeu: “Sei lá, acho que homem consegue fazer sexo sem se envolver mais facilmente que a mulher”.
Como tenho amigos casados, solteiros, encalhados, resolvi fazer o circo pegar fogo. O voto é secreto, portanto, quero ver VOTOS.

E para finalizar, o trailer do fime:
watch?v=Cn5EIGlzbqY&feature=share.

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