TALLINN, a surpresa.

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Uma das torres da Muralha

Pegando carona no fato de ter crescido no auge da Guerra Fria, Leste Europeu sempre esteve nos meus planos. Que fique claro que era pelo “mistério” por trás da antiga “Cortina de Ferro” e não por razões políticas. Para deixar claro, os países bálticos Estônia, Letônia e Lituânia não são mais classificados como Leste Europeu e sim como Europa Setentrional, o que os coloca na mesma categoria dos nórdicos. Essa mudança se deu. Tallinn é a capital da Estônia, país que está “bem no meio do caminho” entre o continente e o mar Báltico. Não é surpresa que tenha estado sob domínio de outros países a maior parte de sua existência.

Alone Traveller Friendly?
Sim, mas já é um pouco mais zoneado que os nórdicos e eu não me senti muito segura. Eu não usei transporte público porque dá para fazer tudo andando.

A minha impressão.

. A cidade.
A princípio, pensei em ficar no máximo dois dias em Tallinn, mas mudei de ideia assim que desci da balsa. Por quê? Porque sou apaixonada por história, principalmente Idade Média e ao ver as torres que fazem parte da Muralha do Castelo na Cidade Velha, eu já me encantei. Assim como Praga, na República Tcheca, há a Cidade Velha, chamada de Vannalinn e a parte nova. A parte nova da cidade está sendo reconstruída aos poucos. Dessa forma, construções do período medieval e resquícios do período soviético fazem companhia a novos edifícios de design moderno. Aliás, eu achei o design estoniano muito descolado. O trânsito é mais maluco do que nos países que eu já havia visitado, as ruas não são tão limpas, mas a cidade é linda mesmo assim. IMG_3260
. Os Estonianos.
Historicamente, os laços entre os estonianos e os nórdicos, principalmente finlandeses, é muito mais forte do que com os russos que dominaram o país por mais de 70 anos, mas é inegável a marca que estes deixaram. Apesar de que o inglês agora é obrigatório nas escolas, grande parte da população ainda tem o russo como segunda língua. Eles também são mais “folgados”; mais de uma vez me irritei com garçonete que fica de paquera e “esquece” que há outros clientes até tomar uma esculhambada do gerente.
. O idioma.
Assim como o Finlandês, o Estoniano é de origem fino-húngara. Eles dizem que o idioma é parecido, mas até agora tento entender a semelhança entre o estoniano tere hommikust com o finlandês hyvää huomenta para bom dia. Ou com obrigado, que é aitäh em estoniano e kiitos em finlandês, mas eles se entendem mesmo assim.
. Clima.
Cheguei a pegar temperaturas acima dos trinta graus. Chuvas podem ir e voltar no mesmo dia, mas nada no estilo Estocolmo-São Paulo.
. Segurança.
Confesso que não me senti tão segura quanto nos países anteriores, mas mesmo assim, longe de andar com o alerta acionado como em São Paulo. Pode até ter sido por alguma ideia pré-formada minha. Mesmo assim, Tallinn terá um post a mais, assim como fiz com Estocolmo, porque passei por algumas situações digamos, inusitadas.

Como eu cheguei.

Resolvi mudar o tópico de Como Chegar para Como Eu Cheguei, porque nem todos estarão na mesma situação que eu. Preferi tomar o navio de Helsinki para Tallinn, com a Viking Line, mas há duas outras empresas que oferecem os serviços e a travessia dura apenas duas horas. O navio tem bar, restaurante e casino. Eu fiquei meio irritada com o atendimento de bordo, por assim dizer. Eu precisava de informações, mas o balcão estava fechado e a tripulação não dava muita bola. Tanto o embarque em Helsinki quanto o desembarque em Tallinn, são uma muvuca só. Mas me lembrei que o embarque da balsa de Gamla Stan para o Gröna Lund em Estocolmo, foi pior ainda – o que me deixou até meio surpresa na Suécia – e desencanei.

Onde ficar.
Hospedagem na Estônia é barata. Eu fiquei no Park Inn Central Tallinn, que fica “bem no meio” do caminho entre os centros velho e novo. Mas há várias opções, inclusive um hostel que fica em Rotermann City, que é uma área em plena revitalização, cheia de lojas, bares e restaurantes, escritórios e apartamentos me lembrou um pouco de Aker Brygge, em Oslo.

O que ver e fazer.
Eu vou citar aqui o que eu achei tempo desperdiçado e no próximo post, conto o que eu mais curti. A torre de TV, a Tallinna Teletorn. Ela lembra a torre da Deutsche Telecom, mas venta pra caramba e a vista nem é tão impressionante quanto a vista da Catedral de St. Olaf. Sem falar que fica no meio do nada. Eu fui com o ônibus Hop On/Hop Off e se você perder o próximo, só sairá de lá duas horas depois. Tem restaurante e exposições, mas não acho que valha o investimento. O bom de ir para a Estônia é que dá praia – só que não! Eu fiquei mais do que planejava porque me encantei com a cidade, mas como é destino turístico de baladeiros, resolvi ir para a praia um dia; afinal, fazia uns 31°. Vi vários velhinhos boiando então, achei que a água estaria numa temperatura normal. Fiquei uns 40 segundos com água até os joelhos, perdi a sensibilidade nos pés e esta foi minha experiência de praia no mar Báltico.

Onde gastar.
A moeda é o EURO, e de todos os países que visitei no último ano, é o mais barato para comer e se hospedar. Mas de resto, não achei muita diferença da Espanha, por exemplo. A Estônia é para os nórdicos meio que o “puxadinho”. O pessoal costuma fazer cruzeiros de fim de semana para fazer compras, principalmente de bebidas. Lembra que eu mencionei o “preço Finlândia”? Foi na Estônia que eu reparei as etiquetas.

Comer é preciso.
A Estônia foi de longe, o pior cardápio da viagem. Que não me levem a mal os estonianos, mas por mais que eu adore batata e abóbora, não dá para sobreviver. Apesar de estar na costa do Báltico, os próprios estonianos não nos encorajam a comer peixe. Eu nem me lembro bem do prato típico da Estônia, porque eu descobri um restaurante com produtos orgânicos e me virei com ele – comida bem gostosa, bom preço, o lugar é lindo e fica longe dos turistas.
Em tempo: vi que alguns restaurantes servem urso… não consigo me imagina comendo um urso.

Para finalizar…
Quero voltar sim!
Imagine aquela pausa na viagem numa cidade você pode passear por ruelas históricas lindas, e ainda assim se deparar com uma loja de design com coisas lindas. E melhor: BARATO. Além disso, para quem gosta de romance, a Muralha é o cenário perfeito.

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Sobre Anninha

Além de viciada em cultura pop, ainda resolvi bancar a mochileira depois do 40 - e comer pra caramba, já que é para isso que eu treino Crossfit. Divirtam-se!
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