Fazendo do limão uma limonada em ESTOCOLMO.

Viagem sem perrengue não é viagem.
Claro que você quer que tudo seja perfeito, mas se for perfeito demais, não há histórias para contar.
Em Oslo, foi quando cochilei e resolvi sair para comer “muito tarde”. Isso nem chega a ser um problema, é mais uma consequência da empolgação da viagem.
Mas Estocolmo rendeu umas histórias.

Cadê o mapa?
Segui as instruções do Apoio ao Turista do Aeroporto, tomei o trem Arlanda Express e em seguida o Tunnelbana, ou metrô para descer em Södra, estação na região sul de Estocolmo. De lá, eu supostamente teria 15 minutos a pé até o hotel.
Beleza, só que eu esqueci o mapa de papel no balcão.
E daí?
Daí que o Citymapper não funciona em Estocolmo. E o Google Maps não estabilizava.
Recorri ao Uber, que coincidentemente também não achava o hotel…

O “Hospitel”.
Como sempre, fui atrás de promoções no Booking.com e substituí minha reserva anterior por um hotel mais barato com boa avaliação quando recebi alerta. Havia uma ressalva, mas meus neurônios absorveram apenas uma parte dela, tamanha a ânsia de viajar.
Depois de uns cinco minutos rodando no mesmo lugar, o Uber me deixou no que ele achava que fosse a entrada do hotel.
Achei estranho quando me deparei com uma sala de espera com cara de hospital.

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Södermalm, próximo ao Årstaviken Hotell.

Perguntei para uma pessoa que também iria tomar o elevador se ali era o Årstaviken Hotell.
O hotel fica no quarto andar e o recepcionista foi super simpático, mas estranhei quando me perguntou por quantas noites queria pagar, já que eu tinha reserva fechada.
Quando entrei no quarto, reparei que o piso era aquele linóleo cinza, típico de… hospitais.
Até comentei com amigos: “esses suecos são muito eficientes; reformaram um hospital para fazer hotel”.
O quarto é confortável, limpo; o chuveiro, uma afronta ecológica, do tipo “panelão”. O wifi funciona bem. Na parte residencial de Södermalm, a vista para lagos e muito verde é de encher os olhos. O que está errado então?
No dia seguinte, quando fui tomar o café da manhã – que estava incluso, como na maioria dos hotéis na Suécia – vi várias mesas com uns “carrinhos de bebê” estranhos… até me dar conta de que eram bercinhos de berçário. E a maior parte dos frequentadores do restaurante eram papais e mamães.
O hotel não era parte de um complexo onde há um hospital. É um andar do próprio hospital, onde familiares dos pacientes podem se hospedar enquanto os mesmos estão em tratamento.
Um dos meus amigos disse que não dormiria em paz nenhum dia, pois imagine a quantidade de gente que morreu.
Essa era a menor das minhas preocupações. Como paranoica hipocondríaca que já leu dezenas de livros sobre doenças causadas por microrganismos, eu estava com medo mesmo é de pegar uma MRSA – infecção pelo Staphylococcus Aureus resistente a antibióticos – ou outra doença do gênero.
Resolvi dar uma voltinha pelo bairro procurar por outro hotel. E o Årstaviken Hotell me reembolsou pelos dias cancelados sem nenhuma amolação.

 

Onde ficar, então?

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O corrimão de corda naval do Hotel Gamla Stan: “aqui é crossfit, mano”.

 

No mesmo Booking.com achei um quarto com banheiro privativo no Hotel Gamla Stan. Que eu descobri que no fundo, era um hostel.
O recepcionista me sugeriu entrar pela lateral do hotel, pois eu teria que subir apenas um andar até meu quarto. Fácil para quem estava com três malas – lembrem-se que a média estava dentro da grande – uma mochila e uma bolsa!
A escadaria é antiga, desnivelada; o corrimão é de corda naval. Eu até aproveitei para tirar uma foto e mandar para o pessoal do Crossfit, pois a corda é igual a que usamos no treino de rope climb.
O quarto é minúsculo, sem armário, mas com espaço suficiente para minhas malas. O chuveiro com pouca pressão sem nenhum shampoozinho e um rolinho de papel higiênico ordinário compõem o banheiro privativo; eu tive que comprar uma toalha de banho. O wifi funcionava mais ou menos.
Mas tem alguém que pensa que eu liguei? Pelo contrário!
O hotel é em Gamla Stan, centro de Estocolmo, perto da balsa, metrô e vários pontos turísticos.
O pessoal da recepção se vira para ajudar.
O café da manhã traz frutas, frios, iogurtes, pães e até Nutella. E o melhor: assistir as famílias europeias montando o roteiro do dia e a molecada que acabava de chegar da balada dormindo em pé, tomando café porque sabem lá quando vão comer de novo.

O SIM Card.
Entre o café-da-manhã e a mudança de hotel, meus créditos do SIM card da ThreeUK acabaram.
Em teoria, você só precisa entrar no site e fazer o top up; mas na prática, se quiser pagar com cartão de crédito, é obrigatório ser registrado em um endereço no Reino Unido. E não é meu caso.
Tentei fazer o top up direto no caixa de um 7-Eleven como na Boots do Reino Unido, mas não funcionou.
Na estação de metrô Södra, vi uma loja de celulares com um pôster da ThreeUK gritando. Quando perguntei se poderia fazer top up, eles me disseram que não vendiam SIM cards nem recarregavam. Eu teria que comprar um celular. Nem pensar.
Entrei num Espresso House e usei o wifi para achar um hotel de última hora.
No fim, quem me ajudou com o SIM Card foi o motorista do Uber que me levou até o novo hotel. Descobri que o cartão COMVIQ é o mais popular e você compra em qualquer loja de conveniência. Mas procure entender o que o pacote oferece, ou as surpresas não acabarão por aí.

E de resto?
De resto, Estocolmo é o máximo!

Sobre Anninha

Além de viciada em cultura pop, ainda resolvi bancar a mochileira depois do 40 - e comer pra caramba, já que é para isso que eu treino Crossfit. Divirtam-se!
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4 respostas para Fazendo do limão uma limonada em ESTOCOLMO.

  1. bryanfoat disse:

    I loved your writing style Anna! and the story too, of course!

    Curtido por 1 pessoa

  2. Carolina disse:

    Aninha adorei a sua experiência e seu espírito aventureiro!!! Que venham mais viagens e histórias pra gente curtir ! Beijaoooo… Carollllll

    Curtido por 1 pessoa

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