OSLO, a primeira parada.

A capital da Noruega tem cerca de 640 mil habitantes, numa área equivalente a 1/3 da cidade de São Paulo.
A moeda é a Coroa Norueguesa (NOK). O custo de vida é alto – ou as outras moedas não valem nada.

Alone Traveller Friendly?
Sim.

Como chegar.
Não há voos diretos do Brasil para os países nórdicos. Pela British Airways, são quase 12 horas de voo com 6h30 de espera em Londres Heathrow pelo voo de 2 horas até Oslo.  Com o fuso horário, é praticamente um dia “perdido”. Eu busco voos pelo Skyscanner.
O único “problema” no Aeroporto de Gardenmoen foi a esteira de bagagem, que “emperrou” e não cuspia as malas, mas consertaram rapidinho.
Como eu estava muito cansada depois de tantas horas em trânsito e apesar da recomendação do apoio ao turista para usar o trem do aeroporto ao hotel, perguntei quanto custaria um taxi. Cerca de NOK 1.700-1.800, entre BRL 700-800. O expresso Flytoget custa NOK 180.

Onde ficar.
Através dos deals do booking.com, me hospedei no Park Inn Radisson Oslo do centro da cidade – aproximadamente 10 minutos a pé da Oslo Sentralstation. Se você tiver apenas 1.56m e estiver carregando três malas, uma mochila e sua bolsa, uns 15 minutos.
Como qualquer região central, a noite “não tem vida”, mas você estará no máximo, a 20 minutos de qualquer ponto turístico.
Sozinho ou com a família, acredito que seja a região com maior número de hotéis e mercados ou lojinhas de conveniência.

Ah, a tecnologia.
SIM Card: no apoio ao turista me informaram que nenhuma loja do aeroporto vendia. Acabou que o meu cartão da Three UK – que é antigo e eu tinha recarregado no aeroporto de Heathrow em horas antes – funcionou todos os dias. Mas como já mencionei, para tudo existe 7-Eleven, e em Oslo, há vários deles.
Wifi: se bem me lembro, o wifi do aeroporto é pago, ou pelo menos quando cheguei, direcionou para um site pago. No resto dos lugares, o wifi é grátis e sem senha, uma ou outra tem senha.

O que fazer em pouco tempo e como.
Explorar a cidade, comer muito salmão e camarão, visitar museus, praças… os cervejeiros vão adorar, assim como os fãs de museus e quem gosta de esportes outdoor.
Eu fiquei menos de 72 horas em Oslo; a não ser que você queira entrar em todos os museus e – acho que são mais de 30 apenas em Oslo –  é tempo suficiente.
Fiz city-tour do ônibus Hop On/Hop Off– pagamento com cartão de crédito dá desconto!
Eu prefiro caminhar e usei apenas balsa e trem, mas há outras opções.
Há muitos parques, mas o tempo meu conceito de verão na Noruega mudou muito – que tal uma malha de lã, botas e jaqueta, além dos cobertores nos restaurantes?

Os pontos turísticos que EU visitei.
O meu gosto não necessariamente é o seu, e de museu a tobogã com vista panorâmica, há uma infinidade de coisas para visitar. Veja mais em Visit Norway: página oficial de turismo na Noruega.

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Prefeitura de Oslo.

. Aker Brygge: é a área onde se situa a marina, com condomínios residenciais, centro comercial, restaurantes. Aparentemente, quem mora lá são os endinheirados e a maioria possui seu próprio “barquinho”. É também o local onde está o Nobel Peace Prize Center e o Astrup Fearnley Museum – este último impressiona pela arquitetura moderna, lindo demais.
. Akershus Festning: de uma volta na fortaleza – tem um tour guiado – tome um café e relaxe observando o fjord, skyline de Oslo e Aker Brygge.
. Oslo Opera House: a construção moderna tem mármore de Carrara na fachada. Mas com todo respeito, impossível não imaginar a rampa de skate mais legal do mundo – que eu acho que é proibido, lógico.
. Sentrum: a região central concentra vários pontos turísticos como o Palácio Real, Parlamento Nacional, Teatro Nacional, Prefeitura de Oslo, a fortaleza, universidades, Stortovet e a feira de flores, entre outros.
. Bygdøy: é um bairro residencial onde estão situados vários museus e a casa de verão da família real; você chega lá de balsa. Caminhe de um museu ao outro, aproveite para ver aquelas casas sem muros altos, com janelas enormes, ruas com fios enterrados…

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Fachada do FRAM Museum.

O FRAM Museum é uma aula de geopolítica. Conta a história dos navegadores e exploradores noruegueses, o estrago do aquecimento global nos polos, entre outros temas.
Já o Viking Ship Museum, onde estão expostas três embarcações originais recuperadas, dá para fazer em 40 minutos no máximo.
*
Não sei se foram minhas escolhas, mas todos os museus que visitei cobram entrada.
. Karl Johans Gate: é a Oxford Street norueguesa. Há lojas, cafés, restaurantes em um calçadão florido.
. Fjords: Oslo já fica num fjord; eu peguei o passeio curto e essa não é a parte mais bonita, mas você aprende bastante sobre o modo de vida norueguês. O barco sai da mesma marina que a balsa para Bygdøy.

Outras dicas.
. A cidade é segura, mas você ainda é turista. Não vá colocar o iPhone 7 Plus no bolso traseiro do jeans e depois reclamar que foi roubado.
. Visite a cidade em dias úteis. Não sei se é apenas no verão, mas Oslo fica “vazia” no final de semana e muita coisa não abre.
. Nórdicos têm inglês fluente, e fazem o “switch” para o inglês ao primeiro hello que você falar. Mas não custa nada aprender god morgen, hey e takk – bom dia, oi e obrigado. Aprendi por favor, mas não sei escrever “com a pronúncia”.
. Para voos locais e internacionais, eu usei a Norwegian Airlines.

O que comer.
Há restaurantes de culinária internacional, mas perdem a graça se salmão e camarão são frescos e deliciosos e as opções mais baratas do cardápio!

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Sanduíche de salmão. Os “sanduíches” são abertos, mesmo.

Um pratinho desses sai em torno de NOK 230,00 aproximadamente EUR 26,00. Um café no Expresso House – uma espécie de Starbucks nórdico – custa cerca de EUR 3,40 – e não é grande.
Atenção: praticamente tudo tem maionese.
E achei os chocolates doces demais, até para uma formiga como eu.

Compras.
A Noruega não me encorajou a gastar. As roupas por exemplo, custam em média 15% a mais que em outros países – e estou falando dessas grandes cadeias de lojas “baratas”.
Uma comprinha de supermercado leite em caixinha, frutas, sorvete e soft-baked cookies sim, pode custar uns BRL 80,00. E os cookies não são os produtos mais caros da sacola.
Porém, a Pentagon é o paraíso viking dos geeks – única loja que me tentou a gastar. Só não comprei um monte de tranqueira porque ainda iria viajar muito.

Porque eu quero voltar.
. Eu esperava uma recepção fria, mas os noruegueses se mostraram solícitos e simpáticos. Ou sei lá, eu peguei eles num dia bom.
. Ninguém te vê como uma alien porque está só.
. Me arrependi por não visitar o norte e o oeste do país, onde a natureza é de encher os olhos. Esse será um dos meus próximos destinos.
. Ir ao tobogã Homenkollen.
. Consciência de CIDADANIA. Raramente você vê alguém atravessar fora da faixa de pedestre ou jogar lixo no chão.
. Eu queria muito ter visitado o Kon-Tiki Museum, mas me empolguei no FRAM e quando saí já estava fechado. Fica para a próxima, junto com o Technology & Science Museum.
.
Quero fazer umas comprinhas na Pentagon.
. Vikings modernos.

Mais FOTOS de OSLO

Sobre Anninha

Além de viciada em cultura pop, ainda resolvi bancar a mochileira depois do 40 - e comer pra caramba, já que é para isso que eu treino Crossfit. Divirtam-se!
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