LIFE IS SHORT… JUST “TWIST & SHOUT”

“Life moves pretty fast. If you don’t stop and look around once in a while, you could miss it.”- Ferris Bueller (John Hughes, in fact).
Ferris

Eu deveria escrever sobre a nova temporada de “The X-Files”, mas parei no meio depois que li isso, no site da CNN: “CHICAGO WILL THROW A THREE-DAYS FESTIVAL TO HONOR FERRIS BUELLER’S DAY OFF”. *** SPOILERS ALERT ***
Vocês já imaginaram uma cidade comemorar o aniversário de 30 ANOS de um filme?

Joguei em um chat do WhatsApp, onde pessoas de gerações diferentes trocam idéias sobre CrossFit, a seguinte pergunta: Quem é “Bueller? Ferris Bueller?””
Os poucos que responderam nunca ouviram falar – com exceção da geração “velha” da parada.
Parei tudo e resolvi entrar no túnel do tempo.
“Ferris Bueller’s Day Off”, (USA, 1986), aqui no Brasil traduzido para “Curtindo a Vida Adoidado”, já entrou na categoria “clássico” do cinema. Não apenas porque completa 30 anos, mas porque, como bem disse um amigo, “formou as gerações dos anos 70-80. Ele ERA O CARA!”.
O plot é bem simples: Ferris Bueller é um garoto “normal”, de uma família “normal”, que cursa High School em uma escola “normal” de Chicago. Ele mora com os pais e a irmã que o odeia. Ferris tem uma namorada e um melhor amigo, este último quase na categoria “looser”, não fosse pelo fato de ser milionário.
Um dia ele acorda e resolve cabular aula – até porque ele teria uma prova de história, que ele não acha “tão importante”.
É só isso?
Sim, é só isso. E exatamente por isso, é MUITO, MUITO mais.
Escrito e dirigido por John Hughes (1950-2009), um gênio que conseguiu como ninguém retratar o universo adolescente, “Ferris Bueller” é a tradução desse universo, cercado de “bullying”, pais desatentos até a “criação de um mito”.

Já avisei que há spoilers; mas se você não for procurar em YouTube, Wikipedia, Netflix e afins, continue lendo.
Além das situações cômicas tradicionais, John Hughes consegue encaixar momentos sensíveis e que “cutucam” a sociedade de uma maneira praticamente, “subliminar”.

FBDO Official Trailer

Enfim, Ferris Bueller, (Matthew Broderick) acorda um belo dia e resolve que a vida é curta e que ele não está a fim de desperdiçar tal dia na escola – vou me referir ao personagem como no filme, pelo sobrenome “Bueller”.
Ele então arma um plano para enganar os pais e passear tranquilamente por Chicago, “curtindo a vida adoidado”, junto com a namorada Sloane (Mia Sara) e seu melhor amigo Cameron (Alan Ruck).
Bueller decide “ficar doente”, desculpa que TODOS, absolutamente TODOS nós já demos aos pais para não termos que ir à escola.
Ele cria uma engenhoca para tapear os pais – mas não consegue tapear a irmã Jeannie (Jennifer Grey) que, em busca de “justiça”, cabula aula somente porque quer dar um flagra no irmão. Ou seja: ela é a irmã certinha, que tem ciúmes da atenção dada ao irmão “sacana” pelos pais, e por esta razão, comete as mesmas falhas do irmão. Alguém já se sentiu assim e fez algo assim? Claro que sim.

Durante esse dia, os adolescentes fazem passeios turísticos que um nativo de Chicago nunca faria, porque, bem, é “nativo”; se enfiam e saem de encrencas; exorcizam os demônios – ver a sensível cena de Cameron e a Ferrari.
Garanto que existe muito adolescente como o Cameron até hoje.

No meio desta bagunça, Bueller atinge status de “mito” na escola: não porque ele conseguiu cabular aula, mas porque a “notícia” sobre “sua doença” toma proporções estratosféricas e os alunos criam uma campanha sob o título de “Save Ferris”. Se nos anos 80 – quando não existiam redes sociais – isso funcionava, imaginem agora!

Com o perdão do trocadilho medíocre, Ferris “ferra” com o diretor da escola; a irmã “se ferra” sozinha, indo parar na polícia – com direito a uma ponta de um jovem e gatíssimo Charlie Sheen. O melhor amigo Cameron “quase se ferra” por culpa de Bueller, mas a verdade é que depois disso, Cameron decide “se ferrar sozinho”, pois está cansado de “ser ferrado”.

O ápice do filme popularizou a música “Twist & Shout” dos Beatles em uma geração cercada de heavy metal, britpop, new wave… papo para outro post.

Anninha: sério que isso é engraçado? Marcante? Um clássico? Pelo que eu li até aqui, me parece uma bosta.
É gente. Porque só quem assistiu ou ASSISTE o filme vai entender.

Por alguma razão, Ferris Bueller levanta o astral. Você ri, se emociona, quer ser como ele.
Claro: além do roteiro e mão firme de John Hughes, Matthew Broderick leva o mérito pela composição do personagem. Com aquele jeito franzino, uma piscadela ou “sorriso de canto”, Matthew cativou os adolescentes – e ele já tinha 23 anos na época.

“Ferris Bueller’s Day Off” é um marco tão importante para a cultura pop que além deste festival, em 2012, a Honda colocou no ar o comercial do CR-V, NO INTERVALO DO”SUPERBOWL”, um dos espaços mais caros – se não o mais caro – da TV americana. Clique neste link para assistir:
HONDA CRV COMMERCIAL 2012

Sobre Anninha

Além de viciada em cultura pop, ainda resolvi bancar a mochileira depois do 40 - e comer pra caramba, já que é para isso que eu treino Crossfit. Divirtam-se!
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