“I STILL WANT TO BELIEVE

Estava na dúvida se sairia para correr, ir ao supermercado ou… escrever.
Hoje (EUA) e amanhã (Brasil), começa a 10.temporada de “The X-Files”, (1993-2001)” –para a geração pré-TV a cabo, “Arquivo X” – então, melhor escrever primeiro.
*SPOILERS ALERT*

A primeira vez que assisti a série foi em idos de 1993 ou 94. Não lembro o primeiro episódio que assisti nem como achei a série. Lembro apenas que era na Record, passava as sextas e depois aos domingos – ou vice-versa – e era dublado.
Como fã de ficção e teorias conspiratórias, que acredita e vida extra-terrestre – e tem medo de ser “abduzida” – lógico que viciei. Assisti até enjoar, parei, voltei, parei, e finalmente assisti as nove temporadas de uma vez – intercaladas com os filmes, na respectiva ordem em DVD, há uns anos atrás.
Meus gatos se chamam Scully e Mulder, deu para entender?

“Arquivo X” foi a primeira série, que eu me lembre, a explorar o sobrenatural e as teorias conspiratórias. Depois dela, várias outras surgiram, com ou sem sucesso – vou publicar um post na seqüência.

A verdade é que na série, TUDO, funcionava:
. a música de abertura, composta por Mark Snow;
. os “quote lines” que apareciam no final dos créditos de abertura da série e se tornaram clássicos como “The truth is out there”, “Trust no one”, “Deny everything”. Esta última, também utilizada por amigos de namorados que chifram as namoradas 😉
. roteiros bem amarrados, por mais que o plot do episódio fosse sem pé nem cabeça – vale mencionar que o criador de “Breaking Bad”, Vince Gilligan, escreveu vários episódios da série.
. a química entre Dana Scully e Fox Mulder!

Ah, a química entre Gillian Anderson (Scully) e David Duchovny (Mulder)
Não sei o que levou Chris Carter e os executivos da Fox a escolherem os dois, mas Carter estava determinado a tornar a relação entre os dois personagens da trama estritamente platônica e conseguiu. Apesar de terem um filho juntos – procurem o episódio, os de alienígenas são tantos que eu não vou listar – só depois que Mulder retorna de uma abdução e se esconde, é que aparece uma “historinha” de amor. Que poderíamos passar sem.

Na série, Fox Mulder é um agente do FBI “encostado” em um departamento que é motivo de piada, os “X-Files”, aqueles casos bizarros sem solução. Mas Mulder começa a causar problemas e para controlar o gênio do rapaz,  o alto-escalão manda uma agente novata que é médica e absolutamente cética que deveria atuar como dedo-duro, Dana Scully.
Essa combinação ou daria muito certo, ou muito errado.
Logo no começo, Scully já começa a amolecer. Mulder tem um motivo “nobre” por trás de sua obsessão: ele acredita que sua irmã caçula foi abduzida por alienígenas e ele não conseguiu salvá-la.
Já na 1.temporada os dois são envolvidos em uma conspiração governamental que pretende ocultar a presença, acordo, o que quer que seja, dos alienígenas na Terra.

Eu confesso que curti as três primeiras temporadas mais do que as outras. Acho que porque os episódios sobrenaturais eram mais divertidos – até o ponto onde uma série se suspense sombria pode ser.

Além de Scully e Mulder, os personagens periféricos são um caso a parte. Por alguma razão, mocinhos e bandidos também tinham química. Ao mesmo tempo que eu odiava, queria muito vê-los.  E entre eles, não estão apenas os recurring characters, mas aqueles de alguns episódios que eu nunca esqueci.
A.D. Walter Skinner. O “diretor-assistente”, apesar de durão, acabava por encobrir as roubadas em que Mulder e Scully se enfiavam.
CGB Spenders (William B.Davis). Apelidado por Mulder “The Cigarette Smoking Man”, aqui no Brasil era conhecido como “Canceroso”. Alto funcionário do governo, sempre tinha uma reuniãozinha com Skinner quando Mulder aprontava. Basicamente um dos cabeças da conspiração.
Alex Krycek (Nicholas Lea), o agente duplo fura-olho de Mulder. Ele entra na série como parceiro de Mulder quando Scully é abduzida – a saída que os roteiristas encontraram para driblar a licença-maternidade de Gillian Anderson, e que se tornaria um dos pontos-chave da história. Além de LINDO DE DOER, claro.
.The Lone Gunmen. Nos primórdios da internet, eles eram os hackers de Mulder. Num trailer cheio de tralhas eletrônicas, computadores e papelada, John (Bruce Harwood)Melvin (Tom Braidwood) e Ringo (Dean Haglund), espionavam e passavam a ficha para Mulder de tudo que fosse “suspeito”.
Well-manicured Man (John Neville), da mesma turminha do Spenders; outro alto-funcionário do governo metido em conspirações.
Deep Throat (Jerry Hardin), o dedo-duro que abre as conspirações para Mulder.
Alien (Brian Thompson). Esse dava medo. Ele nem abria a boca, era uma mistura de “Exterminador do Futuro” com alguma coisa, só aparecia para roubar algum feto alienígena in vitro, ou tentar matar Mulder e Scully, ou… sei lá.
Mr.X (Steven Williams) foi o substituto de Deep Throat depois que este é assassinado.

Vejam as sinopses e a Lista de Episódios neste link. Para quem não tem paciência de assistir aos 201 episódios mais dois filmes, há vários blogs que listam os episódios essenciais. Vou postar somente os que eu mais gosto e eles basicamente pertencem as três primeiras temporadas. Até porque a trama alienígena gera muitos episódios relacionados e vocês parariam de ler o post. 🙂
“Squeeze” é o primeiro episódio do personagem Eugene Tooms, um serial-killer que consegue se espremer e passar por qualquer abertura. Cenas nojentas, mas inesquecíveis.
“Eve” gêmeas ou aberrações genéticas?
“Darkness Falls” dos mosquitinhos verdes, que “secam” as pessoa, lembram? Acho que deveriam existir de verdade e serem usados em dietas de massa muscular.
Humbug, a barata e a Scully, sem mais detalhes.
“Duane Barry” e “Ascension” são os episódios que marcam a abdução de Scully. E Krycek (liiindo) começa a furar olho de Mulder…
The Post-Modern Prometheus é o episódio mais lírico de toda a série. Filmado em preto-e-branco, Mulder e Scully vão a uma cidadezinha e se deparam com um caso no melhor estilo “Mask”, 1985.
“X-Cops” : dá para imaginar Scully, Mulder e a equipe daquele reality “Cops” juntos?

Quando David Duchovny resolve sair da série, Gillian Anderson permanece ganha dois parceiros: John Dogget (Robert Patrick) e Monica Reyes (Annabeth Gish). Apesar de uma historinha plausível, eles não conseguem replicar a química entre Scully e Mulder.

Em 2000, a série já dava sinais de fraqueza. “Alias” entrou de sola como série de ficção e conspiração e roubou a audiência de The X-Files.

Nem por isso, eu deixei de ser fã. Pelo contrário: estou ansiosa e até “emocionada” para ver a nova ou esporádica temporada, que eu espero seja tão boa quanto seu início. Ou pelo menos, “I WANT TO BELIEVE”.

Sobre Anninha

Além de viciada em cultura pop, ainda resolvi bancar a mochileira depois do 40 - e comer pra caramba, já que é para isso que eu treino Crossfit. Divirtam-se!
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