A CARMINHA ERA UMA PESTE PORQUE NINGUÉM CONHECIA O JOE CARROLL

Quem me conhece sabe que eu tenho ZERO paciência para novelas, mas sou uma viciada assumida em séries gringas.
Eu até que me controlo; se assistisse a todas que eu gosto, não teria vida.
Mas a Netflix existe e eu tiro a barriga da miséria no meu iPad.
Longe de mim denegrir o trabalho do João Emanuel Carneiro e da Adriana Estevez. A última novela que eu mais ou menos segui foi “A Favorita”, obra dele, e a Adriana Estevez, se não fosse boa atriz, jamais teria sido tema de almoços, cantinhos de café, salão de cabeleireiros e até baladas. Não é disso que se trata o post, que fique claro.
Anninha, que “cazzo” é Joe Carroll? Para quem não sabe, é o personagem mais vilão do momento das séries produzidas na “Gringolândia”. Do momento, que fique claro.
Uma coisa que eu adoro nas séries americanas é a facilidade com que um personagem ou roteiro se desenrola, mesmo que muitas vezes os roteiristas dêem uma viajada que arrepia até o espectador menos atento. Eu atribuo isso ao valor que os EUA dão às Letras: lá, ser escritor ou roteirista é honroso. Não menosprezando o Brasil, aqui sempre se teve a errônea conotação de “gente que não tem nada para fazer”. Vergonhoso.
Pois bem. Se eu for listar TODAS as séries POLICIAIS ou de SUSPENSE que eu gosto, vai faltar espaço. Então, vou resumir da seguinte maneira.
Basicamente, eu classifico estas séries em dois grupos obviamente clássicos.

O elenco da 8a.temporada de "Criminal Minds".

O elenco da 8a.temporada de “Criminal Minds”.

Os “Good Guys”, onde os destaques são os personagens que combatem o crime. Nesta categoria, a minha favorita é “Criminal Minds”, (2005-), do AXN, cujo mote é uma equipe do FBI especializada em traçar o perfil dos serial killers. Não sou nenhuma psico ou sociopata, mas é bem legal assistir episódios inspirados nesses lunáticos; para conhecer esses seres “inumanos”, basta sintonizar no canal “Investigação Discovery”. Aí ainda se inclui todos os CSIs e Law & Order. Isso porque os personagens as vezes dão umas escorregadas, mas sempre por um motivo nobre.

"The Shield".

“The Shield”.

A minha outra categoria é a das séries dos “Bad Guys”, onde o destaque é um  personagem amoral – que visa benefício próprio ou tenta “fazer o certo a partir de motivações erradas”. Alguns dramas se encaixam nesta categoria, e eu vou voltar ao tema, mas em termos de séries POLICIAIS nenhum personagem foi tão bem representado como Vic Mackey do Michael Chiklis, na já extinta série “The Shield”, (2002-2008). Imaginem um policial durão no distrito mais perigoso de Los Angeles, que quer sim, combater o crime – mas também tira vantagem dele, muitas vezes em benefício próprio. Corram pro Netflix; eu estou revendo a série. Pior de tudo é que você vai torcer para ele se dar bem.
Anninha, de novo: quem é o p… do Joe Carroll?

Joe Carroll (James Purefoy) e Ryan Hardy (Kevin Bacon)

Joe Carroll (James Purefoy) e Ryan Hardy (Kevin Bacon)

Pois bem, mesmo com uma hipótese “viajante” – mas nos dias de hoje, não tão improvável – Joe Carroll é o vilão interpretado pelo inglês James Purefoy na nova série “The Following”, (2013-). A premissa da série, como eu disse, é meio viajante: um serial killer brilhante que consegue criar um culto a própria imagem, como uma religião. Seus seguidores fazem tudo por ele, inclusive, ajudar na sua fuga. Ou seja: ele consegue criar um monte de assassinos, dispostos a matar por ele ou simplesmente dar vazão a seus próprios instintos. Alguns deles são tão submissos que se deixariam matar “apenas” para que Joe Carroll sacie sua “fome de sangue”. E o James Purefoy está odioso, com aquele ar cínico, com o qual ele tem que tomar muito cuidado para não virar um canastrão.
O mocinho da série é o ex-agente do FBI Ryan Hardy, chamado para ser consultor do caso uma vez que foi ele quem prendeu Joe Carroll. Este é interpretado pelo Kevin Bacon que, coitado, faz de tudo para ver o personagem funcionar. Que fique claro que não é culpa dele: no lado maldade, a série manda bem, mas é impossível o FBI só se estrepar, né? Não há quem aguente. É aí que eu acho que a série tem seu ponto fraco.
Mas tem coisa mais odiosa do que ver um serial killer se dar bem? E pior, ver que há um bando de lunáticos que acham isso cool? Esse é o ponto forte da série na minha opinião: a premissa pode ser viajante, mas todos sabemos que esses lunáticos existem. Os Columbine Boys são exemplos clássicos. E ao mesmo tempo que isso é triste, também é interessante.
Para finalizar, hoje estréia “Hannibal”, (2013-), no AXN. Nos EUA já está no ar, mas eu não sou tão viciada a ponto de perder horas baixando episódios da internet. Mas vou confessar uma coisa: eu não comprei a cara desse Hannibal aí; sou muito mais o Anthony Hopkins – que por motivos óbvios, não pode interpretar o Hannibal Lecter jovem, né? Sei lá… Quero testar o tal aplicativo “segunda tela”, então, me preparei para isso.
Chega de serial killers por hoje, mas fica um “perfil” de Joe Carroll, “The Following”:

Sobre Anninha

Além de viciada em cultura pop, ainda resolvi bancar a mochileira depois do 40 - e comer pra caramba, já que é para isso que eu treino Crossfit. Divirtam-se!
Esse post foi publicado em Cultura Pop, TV e marcado , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s