OS ROTEIRISTAS QUE NÃO REESCREVERAM O LIVRO

De volta a vida, após alguns meses de descaso com este blog.
Como os cinemas estão bombando com bons filmes, achei melhor escrever logo, pois estou em ritmo de Oscar®.
Semana passada assisti a versão Hollywood d’ “Os Homens que não Amavam as Mulheres” (The Girl with the Dragoon Tattoo, 2011). Para quem – se é que existe alguém – não sabe do que se trata, é o primeiro livro da Trilogia Millennium, escrita pelo sueco Stieg Larsson, que ganhou notoriedade não só pelo thriller que conta a história da hacker -investigadora Lisbeth Salander e do incorruptível jornalista Mikael Blomkvist quanto por sua morte prematura, aos 50 anos. Se alguém quiser mais detalhes, é só ler este post: “A Trilogia que me tirou o sono”.
Li os livros por indicação de uma amiga – que para indicar um best-seller, é porque gostou muito – e fiquei viciada. São mais de mil páginas distribuídas em três livros, confesso, cheias de digressões que as vezes embaralham a mente .
Enfim, já havia visto – e comprei o DVD – da versão sueca do filme, “Män som hatar kvinnor”, 2009, e achei alguns personagens fiéis, mas a história em si foi muito resumida e detalhes importantes foram deixados de fora.

Rooney Mara como Lisbeth Salander

Quanto a versão Hollywoodiana, minha maior dúvida seria o calibre da atriz escolhida para viver a anti-heroína Lisbeth Salander, Rooney Mara, escolhida do diretor David Fincher. Até então, eu só a conhecia através da nova versão d’ “A Hora do Pesadelo” (Nightmare on Elm Street, 2010) e da ponta que ela faz como Erica Albright, a namorada de Mark Zuckerberg que o “instiga” a criar o facebook®, em “A Rede Social” (The Social Network, 2010), dirigida pelo mesmo David Fincher.
No filme sueco, a interpretação da atriz Noomi Rapace foi tão visceral que eu duvidei que alguém alcançaria tal performance. Não desmerecendo seu trabalho, a Rooney Mara mostrou ser uma Lisbeth Salander a altura. Em alguns momentos, até mais esquisita. Quem leu o livro, ou viu o outro filme sabe que há algumas cenas duras de engolir para quem é mulher – e ela foi perfeita, a ponto de dar desespero… Mas claro, ela se vinga com louvor depois.
A versão americana também foi mais fiel ao livro. Demorou um pouco até os personagens se cruzarem, assim como no livro – o que eu acho que no cinema, pode ser aborrecido – mas a partir do momento em que os personagens se cruzam, o thriller embala.

Noomi Rapace como Lisbeth Salander 

Entendo que a versão sueca deve ter tido um orçamento muito abaixo da Hollywoodiana – mas não justificou o fato de ter deixado de fora alguns momentos-chave da história, como quem descobre o mistério dos números.
Acho que este foi o ponto forte do filme: os roteiristas foram fiéis a história e quem é rato de livraria, curte isso. Até hoje eu estou frustrada com a não-existência dos “explosivins” no filme “Harry Potter e o Cálice de Fogo”, mas isso é outra história.
E meninas, vamos combinar: quase três horas de Daniel Craig vale o sacrifício, né?

Sobre Anninha

Além de viciada em cultura pop, ainda resolvi bancar a mochileira depois do 40 - e comer pra caramba, já que é para isso que eu treino Crossfit. Divirtam-se!
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