A DAMA DE OURO

Em continuidade ao tema cinema, dias atrás assisti “A Dama de Ferro” (The Iron Lady, 2011), que conta a trajetória da ex-Primeira Ministra britânica Margaret Thatcher.
Confesso que esperava mais do filme. Não que seja ruim. Mas há muito sentimentalismo – apesar da boa idéia de usar a senilidade da personagem principal para contar sua trajetória por meio de flashbacks, que por sua vez, não estão em ordem cronológica.
Eu vivenciei muito a era Thatcher; quando ela assumiu o poder eu tinha nove anos e meu pai era viciado em telejornais. Portanto, a partir do momento que ele chegava em casa, eu era submetida a “tortura” de saber tudo o que se passava no mundo. Hoje eu agradeço por isso.

A Thatcher "original"

Algumas imagens são reais, e eu me lembrei destes momentos. Talvez por isso, eu tenha me desapontado um pouco com o filme. Eu queria ver mais do lado político da Dama de Ferro, e acho que a tentativa de humanizá-la não condiz muito com seu papel na sociedade e na política mundial. Todos sabemos que a mulher era “turrona”, mas também, para enfrentar o parlamento inglês, só assim, né?
Por outro lado… minha atriz favorita ever, novamente dá um banho de interpretação.
Meryl Streep é uma daquelas atrizes atemporais. Nos anos 80, ela emendava uma filme atrás do outro. Alguns bons, outros médios, até que resolveu dar um tempo na carreira artística para se dedicar a família. Neste período, ela participou de uma ou outra produção mais modesta, foi “substituída” por novos “ícones”, mas quando voltou ao cinema, foi com carga máxima.
A filmografia dela é tão ampla, que não me atrevo a comentar filme por filme, mas estou para ver uma atriz tão versátil, que consiga mudar de sotaque, expressões faciais, navegar em diversos gêneros de filme quanto ela.
Uma das minhas interpretações favoritas de Meryl Streep foi em “Kramer X Kramer” (Kramer X Kramer, 1981), cujo link eu coloco abaixo. Foi este papel de coadjuvante que iniciou sua trajetória rumo a categoria das estrelas máximas do cinema, quando ganhou seu primeiro Oscar®, ao interpretar a mãe que abandona o marido e o filho e depois “muda de idéia”. Com esta nova indicação, por “A Dama de Ferro”, ela já foi nomeada dezoito vezes ao Oscar®, e venceu duas. Acho que não há no cinema atriz como ela.
Então, para os que forem assistir “A Dama de Ferro”, prestem atenção a interpretação da Dama de Ouro.
Sim, porque na minha opinião, quem carrega o filme, é vovó Meryl.
Uma curiosidade que eu li no imdb.com: quando ela pergunta “How do I look?”, era para saber a opinião do Dustin Hoffman, pois pensou que a cena tivesse terminado. O diretor decidiu mantê-la.

Sobre Anninha

Além de viciada em cultura pop, ainda resolvi bancar a mochileira depois do 40 - e comer pra caramba, já que é para isso que eu treino Crossfit. Divirtam-se!
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Uma resposta para A DAMA DE OURO

  1. ana luisa disse:

    Adorei a critica Anninha!
    Bjs

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