INSPIRAÇÃO + IMAGINAÇÃO = CONSPIRAÇÃO

Em 07/01/11 eu postei “Conspiração, Perseguição e Diversão”, onde, após assistir a vários enlatados gringos viciantes, eu resolvi finalmente abrir o box com as nove temporadas de “Arquivo X” (The X-Files, 1993-2002), na minha opinião, o único seriado que conseguiu combinar sobrenatural, alienígenas e conspiração de “maneira convincente” até hoje.
Todos gostamos de uma conspiração. Faz parte do ser humano imaginar as mais mirabolantes teorias. A última que me contaram é tão fantástica que dá vontade de rir – mas eu não deixei de conjecturar a possibilidade e garanto que alguns de vocês farão o mesmo.
Então, antes de tecer mil elogios à criatividade de Chris Carter, criador da série, vamos “conspirar” um pouquinho.
Olha como o ser humano é criativo. Tenho até que listar em ordem numérica para ficar mais fácil entender esta teoria conspiratória sobre a morte de Marilyn Monroe.
1) John Kennedy, conhecido por JFK, presidente dos EUA, foi assassinado em 1963, certo?
2) Marilyn Monroe, que teve um affair com JFK e depois com o irmão deste, Bob Kennedy, morreu de overdose de barbitúricos em 1962, certo?
3) Bob Kennedy foi assassinado também em 1968, certo?
4) Reza a lenda dos ufólogos de plantão que em 1947 um OVNI – UFO, em inglês – caiu em Roswell, no Novo México, certo?
Portanto: 4+1+2+3 = Teoria da Conspiração da morte de Marilyn Monroe:
JFK foi o último presidente americano a visitar o Hangar 18, na Área 51, que é onde supostamente o OVNI de Roswell está escondido até hoje. Uma vez que, quando ele tomava todas, falava demais, ele contou para a então amante Marilyn sobre o tal OVNI. Quando sua então esposa, Jackie Kennedy, cansada das corneadas de JFK ameaçou-o com o divórcio, ele despachou a Marilyn que então, foi se consolar nos braços do irmão Bob Kennedy. Quando Bob Kennedy, que estava ganhando moral na política despachou a mesma Marilyn, os conspiradores dizem que ela ligou para a Casa Branca e ameaçou contar ao mundo sobre o OVNI de Roswell. Sendo assim, a CIA deu um jeito da Marilyn se suicidar.
Vamos combinar: não é muita viagem um negócio desses? E a Máfia entra onde nesta história? 🙂
Mas garanto que todos vocês estão pensando seriamente no assunto. 😀
Agora que (supostamente) o Osama Bin Laden está morto, me ocorreu que eu estava devendo um post sobre “Arquivo X”. Porque eu só acredito vendo!
Assisti a todas as nove temporadas como deveriam ser assistidas: com o primeiro filme como liaison entre as temporadas cinco e seis,  o que me tomou quatro meses, seguido do filme de 2008, que é praticamente, um episódio longo da série – e com o Mulder e a Scully finalmente como um casal. Yiiiipiiie!
Me lembro nitidamente de quando assisti a “Arquivo X” pela primeira vez e me encantei pela série. Nem era pela conspiração alienígena entre “o governo dentro do governo” que trabalhava a favor e ao mesmo tempo contra a colonização alien que aconteceria em 20/12/2012 – uh!
O que me chamou a atenção foram os roteiros, com pistas aparentemente desconexas que sempre chegavam a uma conclusão brilhante – apesar dos relatórios céticos da agente Dana Scully (Gillian Anderson), contrapondo-se as conclusões veementemente consistentes, mesmo que sem prova material, do agente Fox Mulder (David Duchovny). Tanto isso é verdade que meus episódios preferidos nem estão entre os aliens: “Eve”, “Eugene Tooms”, entre outros, a maioria da primeira temporada, sem falar nos clássicos da terceira temporada.
O que era mais legal era ver a química entre o Mulder e a Scully: um era claramente apaixonado pelo outro, mas mantinham distância. O Mulder só entrava em roubada e a Scully pagava o pato. Poucos atores conseguem passar isso para o telespectador. Acho que, de todas as séries que eu já assisti – e são muitas – só consegui ver tal química entre o House (Hugh Laurie) e a Cuddy (Lisa Edelstein) em “House” (House M.D.) e a Sidney Bristow (Jennifer Garner) e Michael Vaughn (Michael Vartan) em “Alias”. Nem o triângulo amoroso de “Lost” me passou isso.
Lembro até hoje o tanto que eu xinguei no cinema, durante o primeiro filme, quando a abelha com o vírus alien picou a Scully bem na hora do beijo entre ela e o Mulder. Que raiva!
Outra coisa que chama a atenção em “Arquivo X” é que a série era ficção e fantasia, travestida de suspense e policial. E durou nove anos no ar, com fãs fiéis que até hoje assistem os DVDs – eu incluída.
A série iniciou sua decadência quando David Duchovny começou a se achar e resolveu fazer cinema, com direito a ataques de estrelismo. Conseguiu até mudar o set do Canadá para Los Angeles. Podem reparar que a partir da sétima temporada, a série é mais “ensolarada”.
Depois, ele quis cair fora e foi substituído pelo agente John Dogget – Robert Patrick, mais conhecido como o andróide vilão de “Exterminador do Futuro 2”. Justiça seja feita: o personagem era bom, ele é bom ator mas… faltou a química Scully/Mulder. Tanto que na última temporada incluíram uma nova personagem feminina, a agente Monica Reyes, interpretada por Annabeth Gish.
Sem falar que após a Scully ser diagnosticada como estéril, ela engravida de um híbrido alien… e quem é o pai? O Mulder! Lógico que apaixonada pelo Mulder ela não podia se envolver com o Dogget ou os fãs da série linchariam o Chris Carter.
Ok, é uma pataquada só, mas eu adorava ver os dois na tela. E adorei ver a fofa da Scully engravidar do gato do Mulder – porque o David Duchovny dava um caldo… e que caldo…
Outros personagens marcantes da série eram os antagonistas do Mulder: o gatíssimo sem caráter do agente duplo Alex Krycek (Nicholas Lea) e claro, o “Canceroso” (William B. Davis), que depois de ser o maior filho-da-mãe, conspirador-mor, pseudo assassino do Kennedy e detentor de mais um monte de cargos “governamentais” obscuros, a gente ainda descobre que é pai do Mulder (?!?!). Sem mencionar os conspiracionistas-hackers-mor, os “Pistoleiros Solitários” (The Lone Gunmen), spin-off de “Arquivo X” que não durou nem três meses no ar.
“Arquivo X” tem defensores e detratores. Quem não curte ficção, sobrenatural, fenômenos paranormais e não acredita em vida extraterrestre  nunca vai entender a importância da série para o gênero ficção, pois após “Arquivo X”, tivemos outras boas séries como “Alias” (Alias, 2001-2006) e “Lost” (Lost, 2004-2010), apesar do final meia-boca desta última.

Em tempo: eu acredito em extraterrestre, no caso Roswell, no ET de Varginha e morro de medo de ser abduzida!

Sobre Anninha

Além de viciada em cultura pop, ainda resolvi bancar a mochileira depois do 40 - e comer pra caramba, já que é para isso que eu treino Crossfit. Divirtam-se!
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2 respostas para INSPIRAÇÃO + IMAGINAÇÃO = CONSPIRAÇÃO

  1. kelly disse:

    Oi Anninha! Amei seu blog.
    Também sou chegada numa teoria da conspiração – quanto mais estapafúrdia melhor.
    Arquivo X…. realmente o Krycek era uma coisa! Mas eu tinha um lance com o diretor assistente Skinner que acho que nem Freud explica. Segundo o Fabio, eu gosto de homem feio…. fazer o que?

    Beijos!

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