EU TAMBÉM SOU FÃ DO CHARLIE SHEEN

Outro dia eu expliquei porque sou fã do Justin Timberlake; os que não leram, deixem de preguiça e procurem no blog – ou cliquem no link acima porque hoje estou boazinha.
Nem todo mundo gosta do JT, mas todo mundo gosta do Charlie Sheen. E tem explicação para isso?
Não pretendo comparar os dois, mas vamos combinar: o Charlie Sheen é trash, só faz besteira, e todo mundo gosta dele.
Então, vou dizer porque eu gosto dele.
A primeira vez que eu vi o Charlie Sheen na vida foi num filme adolescente dos anos 80, “A Inocência do Primeiro Amor” (Lucas, 1986), filme de orçamento modesto, que alçaria à condição de teen star  Corey Haim (1971-2010) e Winona Ryder.
Mas o Charlie Sheen chamava a atenção porque era simplesmente um gato e além de tudo, interpretava o atleta bonzinho que “roubava” o interesse amoroso do nerd Lucas, personagem do Corey Haim.
A partir daí, Charlie Sheen virou figurinha repetida em sucessos como “Curtindo a Vida Adoidado” (Ferris Bueller’s Day Off, 1986), numa ponta digamos, profética, já que ele aparece como um viciado preso numa delegacia, entre outros.
Mas ele passou a ser respeitado depois de sua participação em “Platoon” (Platoon, 1986), clássico sobre a Guerra do Vietnã dirigido por Oliver Stone, antes deste se embasbacar pelo populismo de Hugo Chavez.
Charlie Sheen ganhou notoriedade também ao representar o estereótipo do yuppie de Wall Street dos anos 80, ao co-protagonizar “Wall Street – Poder e Cobiça”(Wall Street, 1987), também dirigido por Oliver Stone, como o broker ambicioso porém ingênuo que é cooptado por um tubarão do mercado financeiro.
Esta foi a época áurea do Brat Pack, um grupo de jovens atores que dominava Hollywood. Charlie Sheen e seu irmão certinho Emilio Estevez  ao lado do não menos problemático Kiefer Sutherland protagonizaram “Jovens Demais para Morrer” (Young Guns, 1988), um western-moderninho-ativador-de-estrogênio, com música de Jon Bon Jovi. Estrogênio é um hormônio feminino para aqueles que não sabem.
Só que este Brat Pack era de arrepiar: jovens atores, ricos, bonitos, famosos, com acesso a tudo que o dinheiro e a posição de celebridade podem comprar. E o Charlie Sheen ficou no meio do caminho.
Ele estrelou “Top Gang – Ases Muito Loucos” (Hot Shots, 1991) e sua carreira a partir daí foi só ladeira abaixo.
Na década de 1990, ele enfiou o pé na jaca e além de ser preso diversas vezes por dirigir embriagado, afundou-se em drogas e quase morreu de overdose. Isso sem mencionar que ele era cliente assíduo de Madame Hollywood, a cafetina Heidi Fleiss – dizem que ele “frequentou” umas 30 prostitutas agenciadas por ela.
Ah! Vale mencionar que ele NAMOROU a porn star dos anos 80 Ginger Lynn por tipo, uns dez anos. A moça fazia filmes de sexo explícito, que atire a primeira pedra quem nunca passeou pelas prateleiras de videolocadoras escondidinhas e cheias de filmes pornôs.
Com esse histórico, o que as ex-esposas queriam dele? É claro que o cara é kinky!
Enfim, após alguns anos na geladeira hollywoodiana, Charlie foi resgatado pelas sitcoms ao assumir o posto de Michael J. Fox na série Spin City (1996-2002).
Em 2003, ele estreou em Two and a Half Men, onde interpreta a si mesmo: um solteirão mulherengo, beberrão e mau-caráter que é obrigado a abrigar o irmão e o sobrinho em casa. Como o irmão é um zero à esquerda em matéria de mulher, Charlie cuida de dar dicas sórdidas de paquera ao sobrinho.
Em 2005, sua ex-mulher, a atriz Denise Richards, o acusou de ser violento e viciado em pornografia – jura? Quem não percebeu isso só com meus breves comentários?
Um ano e meio depois da separação, Charlie se casou novamente, com uma tal de Brooke Mueller e se deu mal de novo: ele foi preso no Natal de 2009 em Aspen, acusado de violência doméstica. Passou um dia preso, e foi fichado e liberado sob fiança de 8,5 mil dólares. Depois descobriu-se que os dois estavam bêbados. Duh.
Só que nenhum desses problemas o afetou!  Pelo contrário: as pessoas torcem para ver a próxima pataquada dele!
Por alguma razão, Charlie não consegue ficar longe de drogas, mulheres, festinhas de arromba, bebida e o que mais ele puder cheirar, engolir, beber e bem… comer em ambos os sentidos.
Agora, querem cancelar Two and a Half Men. Apesar do último barraco, que foi uma “festinha” de 36 horas onde os paparazzi o flagraram com duas prostitutas, vestido de roupão e boné, ele exigiu da emissora um aumento de salário… míseros 2 milhões de dólares por episódio. Lógico que a emissora se recusou a pagar e o demitiu. A série no entanto, está em hiatus, o que significa que pode voltar – mas sem Charlie Sheen, alguém se habilita a assistir? É o mesmo que “Arquivo X” sem o Mulder!
Charlie: você é um cafajeste. Mas impossível não gostar de você, porque é um cafajeste autêntico. Dizem que as mulheres gostam de um cafajeste e os homens “admiram” os cafajestes.
Eu acho apenas que você tem uma coisa que faz com que nós todos o perdoemos: CARISMA.
Vejam a tal cena “profética” de Ferris Bueller

Sobre Anninha

Além de viciada em cultura pop, ainda resolvi bancar a mochileira depois do 40 - e comer pra caramba, já que é para isso que eu treino Crossfit. Divirtam-se!
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2 respostas para EU TAMBÉM SOU FÃ DO CHARLIE SHEEN

  1. nakapatricia disse:

    todos somos fás. todos somos. beijooooooooooo

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