A CAMILA PARKER NÃO FOI A PRIMEIRA…

… mulher mais velha e casada a deixar a realeza britânica com os cabelos em pé.
Em época de Oscar®, eu tenho que falar de filmes. Nunca consigo assistir a todos, mas eu me esforço.
Na minha lista de promessas de Ano Novo para 2011 (e 2010, e 2009, e 2008…), dois itens têm destaque:
– assistir aos sei-lá-quantos-filmes eu tenho em minha “videoteca”;
– ir ao cinema o máximo possível.
Mas o que a Camila Parker-Bowles tem a ver com o Oscar?
Pois bem, se assisti “Cisne Negro” semana passada – leiam o post anterior, preguiçosos – esta semana assisti “O Discurso do Rei” (The King’s Speech, 2010), dirigido por Tom Hooper, um inglês que é mais conhecido por seus trabalhos para TV e que se mostrou muito competente na tela grande.
To make a long story short, o filme é a biografia romanceada do Rei George VI, pai da Rainha Elizabeth e me corrijam se eu estiver errada. Confesso que eu nem havia me ligado que a Rainha Elizabeth teve um pai [sic], porque tenho a sensação de que ela está no trono há anos, mas eu conhecia bem a fofoca do Príncipe Edward, que após ser coroado rei da Grã-Bretanha, ou Reino Unido – já fui melhor em geografia – abdicou do trono para se casar com a “plebéia da colônia”, no caso os EUA, a divorciada Wallis Simpson.
Como cinema é cultura, aprendi alguma coisa de história britânica do século XX. Mas vamos ao que interessa: o filme.
Não lembro em que eu votei para melhor ator no poll da revista Vanity Fair, mas com certeza, o Colin Firth merece o Oscar. Ele é um excelente ator, que sempre é indicado a algum prêmio, mas sai de mãos abanando. Interpreta o protagonista do filme, o Rei George VI, que após seu irmão Edward abdicar ao trono, é coroado rei. O problema é que ele é… g-g-g-g-g-ga-g-g-go e por anos, lutou contra isso. Que diga-se de passagem, deve ter sido claramente psicológica, porque o pai era rei, a mãe era mandona, ele viveu à sombra do irmão mais velho, Edward, que no filme é interpretado por Guy Pearce. Aliás, muito mais bonito que o Edward original.
Colin Firth é um ator com uns 30 anos de carreira que até estourar como o Mr.Darcy de “O Diário de Bridget Jones” (Bridget Jones’s Diary, 2001), era mais conhecido comoMr.Darcy, mas pela minissérie da TV britânica “Pride and Prejudice“, baseado no livro da Jane Austen. Aliás, a escolha para o filme foi proposital.
Mas além de interpretar o Rei George VI, para a família conhecido com Bertie – seu nome de batismo era Albert Frederick Arthur George – com maestria e carisma, ele merece o Oscar pelo menos para compensar não tê-lo recebido ano passado, quando perdeu para Jeff Bridges. Colin concorreu por “Direito de Amar” (A Single Man, 2009), ao interpretar um professor gay que perde o parceiro e fica sem apoio e nem ao menos pode usufruir dos bens que eles construíram juntos. A propósito, vale a pena ver o filme, que é a primeira incursão cinematográfica de Tom Ford, o estilista que modernizou a Gucci, e hoje toca a própria griffe.
Sobre o australiano Geoffrey Rush é até covardia falar. Esse sujeito é TÃO talentoso que dá raiva. Vá ser bom assim na Austrália. Ele interpreta o terapeuta que ajuda o rei a se livrar da gagueira e é de um carisma e competência indescritíveis.
Foi refrescante ver a Helena Bonham Carter num papel contido, que mostra seu talento, ao invés das personagens esquisitas que interpreta nos filmes do maridão Tim Burton – não desmerecendo nenhum dos dois, sou fã do casal – e a peste da “Comensal da Morte” Belatriz Lestrange, da saga “Harry Potter” – que todos sabem que eu AMO.
Mas falando em “Harry Potter”…
Adoro cinema inglês, sejam filmes comerciais ou independentes. E adoro atores ingleses e aquele sotaque inconfundível. Colin Firth, Helena Bonham Carter, Rachel Weisz, Guy Pearce, Hellen MirrenHugh Laurie, Ralph FiennesJudy DenchJohn CleeseEmma ThompsonDaniel Day LewisAlan RickmanHugh GrantKate Winslet… daria para ficar horas falando deles.
Michael Gambon, que é um ator de primeiro escalão e interpreta o Rei George VI, não conseguiu me passar a sensação de pai déspota e ausente; para mim, era apenas o Dumbledore um pouco mais bravo. E eu vi o Rabicho (Wormtail) em praticamente todas as aparições do Timothy Spall como o Churchill. Não desmerecendo nenhum dos dois atores.
Enfim: vale o ingresso, nada como aprender um pouco sobre história divertindo-se no cinema.

Sobre Anninha

Além de viciada em cultura pop, ainda resolvi bancar a mochileira depois do 40 - e comer pra caramba, já que é para isso que eu treino Crossfit. Divirtam-se!
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