COISAS QUE EMPACAM PELO CAMINHO…

Realmente, eu não sei se é questão de inspiração ou não, mas tem coisa que empaca e não conseguimos avançar, já perceberam?
Pode ser um livro que você não consegue passar da página tal; um CD da sua banda favorita que você não consegue ouvir inteiro…
Adoro Alfred Hitchcock. Assisti a praticamente todos os filmes dele. Mas tem alguns que não adianta, eu não consigo assistir. E não porque os filmes sejam ruins, mas simplesmente porque… não sei!
Tenho vários filmes dele em começo de carreira em Hollywood – não tenho muitos da fase anterior, quando ele ainda trabalhava em Londres, mas sei que é uma safra muito boa.
Falando dos mais conhecidos, “Intriga Internacional” (North by Northwest, 1959) e “Ladrão de Casaca” (To Catch a Thief, 1955) eu já decorei as cenas. E não apenas porque eu acho o Cary Grant o protótipo do homem elegante, macho, sacana de bom coração e um ator extremamente talentoso (essa foi para suavizar a minha empolgação). Só para constar, “Intriga Internacional” é sobre um publicitário que é confundido com um espião e tem duas sequências antológicas: a da perseguição ao Cary Grant pelo avião e a fuga pelo Monte Rushmore, aquele que tem as caras dos presidentes americanos. E “Ladrão de Casaca” é sobre um ex-ladrão de jóias que enfrenta um imitador na Riviera Francesa. Eu presto atenção aos filmes, não apenas ao Cary Grant!
Janela Indiscreta” (Rear Window, 1954) então, nem sei quantas vezes já assisti; é sempre divertido ver o senso de humor refinado do James Stewart, com aquele binóculo e a perna quebrada fuçando a vida dos vizinhos. Além deste vestido preto-e-branco MA-RA-VI-LHO-SO, de saia de organza da Grace Kelly, foto aí ao lado – EU AMO a moda dos anos 50, início dos 60. Vejam que coisa chique!
Pacto Sinistro (Strangers on a Train, 1951) eu tenho em duas versões. É a história de dois homens que se conhecem em um trem e fazem um pacto: cada um mataria uma pessoa que incomoda o outro, assim, não despertariam suspeitas – só que o tal pacto foi “unilateral”.
Um dos meus filmes preferidos é pouco conhecido: “Festim Diabólico” (Rope, 1948), que conta a história de um professor que comenta em uma aula que “matar um ser humano denota o poder de uma pessoa sobre a outra” e é convidado por dois de seus alunos para um jantar, aí… Este filme, além do tema polêmico, foi um desafio durante as filmagens. As câmeras da década de 40 eram enormes e Hitch resolveu filmar todas as cenas dentro de um único cenário, com as câmeras seguindo os atores – hoje recurso muito comum. Na época, para passar a câmera de uma “porta” para outra, eles tiveram literalmente que “abrir e fechar” os cenários. Assistam.
Psicose (Psycho, 1960) e “Os Pássaros(The Birds, 1963) dispensam comentários. Mesmo que “Os Pássaros” traga aquela insossa chiquérrima da Tippi Hedren como atriz principal – para quem não sabe, mãe da Melanie Griffith, mais conhecida pelo clássico dos anos 80 “Uma Secretária de Futuro” (Working Girl, 1988), atual esposa do Antonio Banderas.
A safra virada para os anos 70 não é tão frutífera. Tanto que eu vou ter que assistir “Topázio(Topaz, 1969) e “Frenesi(Frenzy, 1972), pois não me lembro muito bem deles.
Mas tem um filme que não adianta: não consigo ver até o final. Não que seja ruim, pelo contrário; puxa até mais para a comédia do que para o suspense. Mas por alguma razão, eu perco o interesse e começo a assistir picadinho. É “O Terceiro Tiro(The Trouble with Harry, 1955) . A trama é engraçada, sobre um sujeito que aparece morto e pelo menos três personagens se acham culpados pela morte do cidadão. Enfim, não sei porque, eu empaco…
Mas mesmo assim, Hitchcock vale ser visto. Há muitos outros filmes que merecem ser conhecidos e eu nem citei aqui – larguem mão da preguiça e cliquem no link do Hitch que eu puxei do IMDb para conhecerem a filmografia toda.
Mas para os “virgens” de Hitchcock, segue o trailer de “Intriga Internacional”, enquanto eu tento assistir aos quarenta minutos finais de “O Terceiro Tiro”.

Sobre Anninha

Além de viciada em cultura pop, ainda resolvi bancar a mochileira depois do 40 - e comer pra caramba, já que é para isso que eu treino Crossfit. Divirtam-se!
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