COMER, DORMIR, MEDITAR, PENTELHAR.

Gente, este post deveria ter sido publicado há mais de um mês, mas eu achei que estava meia-boca e deixei de lado.
No fim das contas, eu entrei em férias e ao invés de atualizar o blog eu resolvi “Comer, Ler e Dormir”. Fui parar em Joanópolis, num “spa holístico”. A grosso modo, o termo “holístico” significa “completo”: não vou entrar na etimologia da palavra para não ficar aborrecido. Mas para quem não sabe, etimologia é a parte da gramática que estuda a origem das palavras.
Bom, antes desta viagem, eu finalmente terminei de ler “Comer, Rezar, Amar”, da Elizabeth Gilbert.
Usei a expressão finalmente porque eu sou daquelas que gostam de ler o livro ANTES de ver o filme, mas neste caso, eu vi o filme DURANTE a leitura do livro.
Eu não me interessei pelo livro nem quando estava na lista de mais vendidos, porque com um título destes, me parecia auto-ajuda, e eu detesto livros de auto-ajuda. Uma amiga que adorou me convenceu a ler e me emprestou o livro.
Enfim, daria até para terminar o livro antes se não fosse tão… arrastado.
Sei que 99% das mulheres que leram o livro discordam de mim, mas eu realmente achei a narrativa arrastada.
É admirável o que a Liz Gilbert fez, nenhum demérito para ela. Mudar o estilo de vida não é fácil; largar o conforto para se enfiar num ashram na Índia não está nos meus planos, por exemplo. Mas a narrativa é arrastada e ponto.
Eu só senti a narrativa fluir quando chegou na Indonésia e não porque esta é a parte romântica do livro, mas porque há varias curiosidades sobre os costumes de Bali que eu desconhecia. E talvez porque eu tenha me acostumado com o estilo da narrativa também.
Claro que no meio do livro ela fala algumas coisas que valem a pena lembrar. A Índia na minha opinião foi a parte mais arrastada, mas lembrei de algumas coisas que no dia-a-dia eu esqueço de pensar, tipo alguns “mandamentos” do yoga ou hinduísmo – não falo com autoridade do assunto, por isso a confusão – mas que acho interessantes e que devem ser compartilhados: “Melhor viver o seu destino imperfeito do que tentar copiar a perfeição alheia”, ou algo assim. E também me fez ter certeza de que eu não levo jeito para meditar hoje, mas que talvez, quem sabe um dia, eu consiga, juro que eu tenho tentdo com afinco! 🙂
E aí, entra a minha viagem, que não foi influenciada pelo livro. Eu sempre quis fazer uma espécie de “retiro”. Confesso que eu sou falastrona, reclamona e tenho um leve TOC (transtorno 0bsessivo-compulsivo). Eu nem precisei rodar o mundo para “me encontrar”. Ou então, eu estava tão estressada que uma semana no meio do mato, comendo bem, dormindo muito e MEDITANDO, o que para mim é uma tarefa árdua, me deixou bem mais leve. Mas isso é tema para outro post.
Voltando à Liz Gilbert… o filme… Hollywood!
Tinha que ser a Julia Roberts. Ela está perfeita no papel.
Como sempre, há a consolidação de vários personagens em um só. Tem uma ladainha piegas de um lado com o personagem do Richard Jenkins, mas isso é normal.
O que não dá para aturar é o Javier Bardem – um dos melhores atores que eu já vi –  falando algo muito parecido com “sooouuuve” quando queria pronunciar “saudade”. E claro, SUPREMA IGNORÂNCIA: dizer que é costume brasileiro beijar os filhos na boca. Isso nunca foi costume brasileiro, nós só vemos isso em filmes americanos, concordam? Mas no livro ela realmente cita que o brasileiro em questão deu selinhos na boca dos filhos até os 14 anos.
Que bom que a Liz Gilbert refez a vida, fico feliz por ela.
Mas agora eu tenho preocupações maiores:
1. descarregar uns 45 posts que eu tenho escrito e ainda estão em rascunho;
2. ir ao cinema assistir a primeira parte do último livro do meu adorado Harry Potter (desculpe-me Edward Cullen, você é o vampiro mais lindo que conheço, mas o Harry é o bruxinho mais amado do mundo);
3. entre os posts rascunhados está o meu comentário altamente pessoal de “Tropa de Elite 2”;
4. claro que vocês lerão uma ode a J.K.Rowling e Harry Potter, porque eu a-do-ro e ninguém tem nada a ver com isso, principalmente os virgens no assunto;
5. me ouvir tecer elogios à enxuta adaptação sueca para o cinema de “Os Homens que não Amavam as Mulheres”.
Então, me aguentem nos próximos dias!

Sobre Anninha

Além de viciada em cultura pop, ainda resolvi bancar a mochileira depois do 40 - e comer pra caramba, já que é para isso que eu treino Crossfit. Divirtam-se!
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3 respostas para COMER, DORMIR, MEDITAR, PENTELHAR.

  1. Babi disse:

    A-m-o o Javier, mas devo dizer que fazer a lástima de colocá-lo no papel de brasileiro foi duro de acreditar.

    Esqueceu-se de citar o “falsa magra”!! Quando, raios, alguém fica chamando as garotas com corpão disso??? elucide-me a questã Anninha!!!
    hehehe

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  2. Roberto Costa disse:

    Aguardando os próximos!!!

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