A TRILOGIA QUE ME TIROU O SONO

Como estou no embalo, e justamente porque não tenho tido tempo de “bloggar” como eu quero, vou aproveitar que amanhã é feriado e escrever um pouco mais.
Terminei a Trilogia Millennium a derradeira novela policial do sueco Stieg Larsson, que infelizmente faleceu aos 50 anos, poucos dias após entregar os originais para os editores. É uma trilogia, mas se fosse uma tetralogia, ou uma octologia, eu leria de qualquer maneira. Clique nos links para meu post anterior e para saber mais sobre o autor, porque eu tenho preguiça de explicar novamente.
Stieg Larsson conseguiu levar o tema conspiração para além da ladainha “quem matou o presidente”. Aliás, como ele conseguiu conectar tantos personagens e montar esta trama, é algo que ninguém entende.
Claro que, eventualmente, há alguns furos. Todos os livros de suspense, ficção, policial têm furos; eles fazem parte do enredo, do contrário, ficaria muito difícil elucidar os crimes ou fazer alguém acreditar que existe um mundo paralelo cheio de bruxos no qual se pode chegar ao tomar um trem numa plataforma fictícia. Mas o Stieg Larsson comete pouquíssimos furos e para uma novela de aproximadamente 1,900 páginas, isto é um feito. Sem mencionar o fato de misturar personagens fictícios com figuras conhecidas da política sueca.
A construção dos personagens, os detalhes técnicos, o enredo cheio de reviravoltas que envereda por caminhos totalmente distintos mas intimamente interligados ao longo dos três livros, vale cada página.
A Lisbeth Salander é uma das personagens mais cativantes já criadas. E cativante aqui é um contrassenso, já que em sua natureza, a jovem é freak, antissocial, inteligente, frágil… enfim, um bicho-d0-mato que ainda desperta simpatia.
O Mikael Blomkvist é claramente, o alter-ego do autor.
Não vi o filme sueco, cujo trailer aqui se encontra. Por preguiça, vou esperar o DVD, porque não acho legal piratear coisas da internet também.

Por outro lado, eu me senti a própria executiva de estúdio hollywoodiano ao entrar no IMDb (para quem não sabe, o maior site sobre cinema do mundo), quase diariamente para acompanhar e palpitar no casting da versão americana do filme, The Girl with the Dragon Tattoo. Vale lembrar que este filme é o primeiro livro da trilogia, aqui no Brasil traduzido corretamente do sueco por “Os Homens que não Amavam as Mulheres”. Acredito que nos EUA este título soe politicamente incorreto.
Confesso que eu queria a Kristen Stewart ou a Ellen Page no papel da Salander, mas a Rooney Mara levou. Normalmente, atrizes “semi-desconhecidas” se dão bem nestas super-produções – vide Vivien Leigh, a Scarlett O’Hara, de “E o Vento Levou”. Mas não acho que ela tenha a cara assustadora da Noomi Rapace, a atriz sueca que interpreta a Salander nos filmes suecos (quanta redundância). Como disse minha amiga Naka, se fosse há 20 anos atrás, seria a Winona Ryder.
Fiquei feliz no entanto, pela escolha do Daniel Craig, no papel de Mikael Blomkvist e da Robin Wright, como Erika Berger. Brad Pitt queria o papel, mas “hellooooo”, quem leu ou pretende ler o livro vai entender que ele não tem NADA a ver com o personagem!
Então, como o blockbuster gringo ainda não está pronto divirtam-se com o trailer do filme sueco.

Sobre Anninha

Além de viciada em cultura pop, ainda resolvi bancar a mochileira depois do 40 - e comer pra caramba, já que é para isso que eu treino Crossfit. Divirtam-se!
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