INSUPERÁVEL

Se eu for listar aqui todas as minhas séries enlatadas americanas preferidas, não há espaço suficiente.
Acabei de assistir as quatro temporadas de Supernatural em DVD. Esta série eu considero relativamente injustiçada. Mas falarei disto outro dia, quando estiver disposta a escrever bastante.
Como a quinta temporada está no ar, fiquei pensando qual seria o DVD da vez, que me acompanhará nas horas de folga.
Não comprei todas as temporadas de Criminal Minds e a primeira, a única que tenho, está emprestada.
House reprisa todos os dias.
Tenho Damages ainda fechada e as duas primeiras temporadas de Nip/Tuck eu nunca abri; acho que peguei bode da série de uma hora para outra, mas um dia eu assistirei.
Mad Men está empacada em DVD; apesar de que já assisti as temporadas na TV recentemente.
Não comprei todas as temporadas de Six Feet Under, que também foi de um brilhantismo único.
Eu poderia continuar a quinta temporada de Monk, que parei no meio.
Mas me deu vontade de assistir a série que, na minha modesta opinião, é insuperável: The Sopranos.
Para quem não sabe, The Sopranos trata do dia-a-dia dos mafiosos que dominam New Jersey, com um porém. Ao invés de mostrar só o  lado cruel do negócio – que é praticamente citado em todos os filmes sobre a máfia, mesmo que com algum glamour e nos episódios da série também – ele mostra o conflito de consciência do líder da “famiglia”, que sofre de ataques de pânico, se consulta com uma psiquiatra e não pode confiar nem na própria mãe. O equilíbrio entre fragilidade e violência que o James Gandolfini conseguiu ao interpretar o Tony Soprano é sensacional.

Até hoje eu acho a Carmela Soprano, interpretada pela talentosa Eddie Falco, um dos personagens mais perfeitos já criados. A interpretação dela da típica dona-de-casa dos subúrbios, que fecha os olhos para os deslizes do marido em função da manutenção de seu status é inimitável. O mesmo vale para o Uncle Junior do Dominic Chianese.
Isso sem mencionar a galeria de personagens como o “Big Pussy” Bompensiero (Vincent Pastore), Sil (Steve Van Zandt, guitarrista do Bruce Springsteen), Ralph Cifaretto (Joe Pantoliano), entre outros.
O criador da série, David Chase, estava realmente muito inspirado.
E é por isso que eu vou assistir as seis temporadas novamente. Pela terceira vez. Porque quando começo, não consigo parar.
E acreditem: essa série foi realmente um divisor de águas na TV americana.


Sobre Anninha

Além de viciada em cultura pop, ainda resolvi bancar a mochileira depois do 40 - e comer pra caramba, já que é para isso que eu treino Crossfit. Divirtam-se!
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