“THE DEVIL’S CASINO” – NÃO É FILME, MAS PARECE

Terminei de ler “The Devil’s Casino”, da Vicky Ward.
Para quem não sabe, a Vicky é uma colaboradora da revista Vanity Fair e a idéia de escrever o livro surgiu quando ela fez uma matéria sobre a quebra da Lehman Brothers em 2008.
A Lehman Brothers para quem não lembra também, era um dos mais representativos bancos de investimentos americanos e foi pro saco durante a Subprime Crisis.
E a Subprime Crisis, para quem não é do mercado financeiro, foi aquela crise das hipotecas americanas, associadas aos derivativos – a grosso modo, os bancos usavam os empréstimos de casa própria de pessoas com perfil de crédito duvidoso para criar um “derivativo”, ou seja, um produto complexo com uma roupagem que o deixava com cara de investimento de primeira linha e os revendia para investidores institucionais, por exemplo.
O livro é legal porque a autora não se atém aos fatos que a imprensa cansou de bombardear: como foi a crise, a interferência do governo, etc. Ela partiu para o romance: como a Lehman surgiu; as principais figuras que por anos comandaram a empresa; as puxadas de tapete; como quatro amigos que prometeram que o dinheiro nunca os separaria e que chegaram ao ponto de não se suportarem, entre outros fatos curiosos.
Não quero citar nomes – sei lá se esse povo não resolve me processar – mas é inacreditável como uma pessoa consegue fazer tanta jogada que se torna responsável não só pelo declínio da empresa, mas também por situações constrangedoras. Na verdade, essa pessoa tinha uma falta de visão do core business que é de arrepiar.
Por outro lado, a maioria dos funcionários de alto escalão fez de tudo para achar uma saída – mas já era tarde.
No final, eu achei uma leitura bem interessante – mas fiquei com um gosto ruim na boca. Por que? Porque o mais filho-da-puta dos caras ainda saiu por cima.
Sabem por que esse gosto é ruim? Porque nós vemos filmes em que os bandidos muitas vezes se dão bem, mas como é no mundo da ficção, tendemos a pensar “ok, isso acontece na vida real também”, mas meio que nos enganamos, no fundo queremos acreditar que as coisas não são assim.
Mas acreditem: em certos círculos, elas são piores que na ficção.
Bom, agora tenho que interromper minha leitura da biografia do Ozzy para ler “Os Homens que não Amavam as Mulheres”, de Stieg Larsson.
Isso por pura pressão de uma amiga minha que quer alguém para comentar o livro…

Sobre Anninha

Além de viciada em cultura pop, ainda resolvi bancar a mochileira depois do 40 - e comer pra caramba, já que é para isso que eu treino Crossfit. Divirtam-se!
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