PRETTY IN PINK, TWILIGHT e o BULLYING

Este post é para todos os meus amigos saudosos dos anos 80.
Zapeando os canais, me deparei com um clássico da época, Pretty in Pink (A Garota de Rosa-shocking) – que vale lembrar, o vestido é no máximo um rosa-chiclete.
Eu assisti todos os filmes que o John Hughes escreveu ou dirigiu. Os filmes teens dele são clássicos para toda uma geração que cresceu quando as agruras que os adolescentes passam na escola vieram à tona, então, impossível não relacionar seus filmes com a crueldade adolescente.
O tal bullying sempre existiu, mas era considerado “normal”. Nos filmes de JH, o bullying aparece de forma as vezes delicada, as vezes nem tanto.
Acho que vários de nós nos identificamos com esses filmes porque, apesar das piadas, éramos muitas vezes os adolescentes comuns da escola, os “invisíveis”, os nerds/CDFs.
Eu mesma O-D-E-I-O esportes coletivos até hoje porque, como sempre fui delicada, eu era meio bobona e nas aulas de educação física, eu nunca era escolhida para jogar vôlei. Era o esporte da moda. Mas ninguém tinha paciência de treinar, ou ensinar as meninas como eu. Era mais fácil me chamar de burra, tonta, lerda… nossa, guardo essa mágoa até hoje! No filme, a Molly Ringwald é pobre e o melhor amigo dela, interpretado pelo Jon Cryer é um looser. O garoto mais bonito e rico da escola – um Andrew McCarthy de mullets – se apaixona por ela e a partir daí, ambos sofrem todo o tipo de pressão e humilhação, mas tudo tem final feliz – apesar dela destruir um vestido lindo dos anos 60 transformando-o num modelito que parece capa de copo de liquidificador.
A fórmula funciona até hoje. Ou a Bella de Twilight (Crepúsculo) não é uma versão moderna e mais emo (adolescentes sensíveis, versão light dos góticos dos anos 80, para meus amigos desatualizados) da Molly Ringwald? Não fosse o Edward Cullen, vampiro também segregado na escola, apesar de bonito e rico, ela seria tão bem aceita como acontece na história?
Mas voltando ao tema do bullying, não sou antropóloga nem psiquiatra, mas posso afirmar que o John Hughes contribuiu bastante ao expor o mundo cruel e egoísta dos adolescentes. Pelo menos os pais de hoje sabem que isso realmente pode afetar a personalidade de uma criança. Do contrário, não haveria Columbine, Virginia Tech e outros tantos casos de violência nas escolas, haveria?
O papo está ficando muito sério então, que tal uma lista de filmes teens dos anos 80 que são obrigatórios para todos nós? A maioria tem o dedo do John Hughues, mas há outros muito bons que não são dele e também estão aí. O Telecine Cult costuma passar alguns deles às 6as.feiras.
16 Candles (Gatinhas & Gatões)
Pretty in Pink (A Garota de Rosa-Shocking)
The Breakfast Club (O Clube dos Cinco): este é o que melhor retrata o mundo adolescente até hoje.
Ferris Bueller’s Day-off (Curtindo a Vida Adoidado): e este é o que levanta o astral de qualquer um.
Weird Science (Mulher Nota Mil)
Some Kind of  Wonderful (Alguém Muito Especial): versão masculina de Pretty in Pink.
Can’t Buy me Love (Namorada de Aluguel): a dança da reprodução do tamanduá africano by Dr. Derek Shepherd (Patrick Dempsey)? Imperdível!
Lucas (A Inocência do Primeiro Amor): o nome é ridículo, mas é bom ver o Charlie Sheen ainda como bom garoto e o Corey Haim, tadinho…
License to Drive (Sem Licença para Dirigir);
Stand by Me (Conta Comigo): alguém me explica por que o imbecil do River Phoenix tomou aquela overdose?
Say Anything (Digam o que Quiserem): a cena do boombox do John Cusack, gente!
The Lost Boys (Os Garotos Perdidos): Kiefer Sutherland de vampiro é imperdível.
Tem vários outros, que ficam para outro post. Terror e ficção estão por vir. Mas se você ainda quer dois exemplos de angústia pós-adolescente, ainda tem:
Less Than Zero (Abaixo de Zero)
St.Elmo’s Fire (O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas): Demi Moore sem botox.

Sobre Anninha

Além de viciada em cultura pop, ainda resolvi bancar a mochileira depois do 40 - e comer pra caramba, já que é para isso que eu treino Crossfit. Divirtam-se!
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