LOUCOS DO TRANSITO

A ideia de escrever um blog surgiu na manhã de 19/06/2010, por volta das 10hs. Não sou uma pessoa que gosta de exposição, mas se posso expor as loucuras que acontecem no trânsito paulistano para poder desabafar, por que não fazê-lo?
Sou moradora de um bairro da Zona Sul de SP, arborizado, com ruas largas e cujos moradores aparentemente são considerados pessoas estudadas, elitistas e todos os rótulos possíveis.
Eu caminhava tranquilamente até o cabeleireiro quando, ao atravessar uma rua, um carro literalmente tentou me atropelar. Sem nenhuma explicação.
Quando vemos filmes e seriados americanos e os personagens dizem que perderam a memória, parece clichê. Mas a verdade é que eu mesma não consigo lembrar nem chapa nem marca do carro. Só me lembro que era preto, destes arredondados atrás. Poderia ser um Picasso, Scenic, Meriva, Zafira… com uma bandeirinha do Brasil dessas que se encaixam na janela, do lado esquerdo.
Eu estava a TRÊS passos da calçada, atravessei com cuidado, após certificar-me de que a rua estava tranquila para atravessar, pois neste quarteirão os carros vêm de três direções: eles descem, vindo do topo da rua, ou viram a direita se vêm da rua transversal no sentido Santo Amaro ou viram a esquerda, se vêm no sentido Centro. Era o pedaço onde eu estava, mas eu sempre atravesso NA RUA, com medo de ser atropelada nos cruzamentos. MORRO DE MEDO.
O cidadão  – se é que posso chamá-lo assim – veio da esquerda, e ACELEROU, parando a poucos centímetros. Eu encostei a ponta dos dedos no capô, e cheguei a pensar que fosse brincadeira de algum conhecido, até que ouvi as pessoas perguntando se eu estava bem.
Não sei se ele/ela – o insulfilm era escuro – estava bêbado, chapado, se me confundiu com alguém ou se simplesmente achou que eu não tinha o direito de atravessar a rua.
Eu o/a encarei por alguns segundos e fui para calçada, enquanto o carro se jogou no lado direito da rua.
Eu acho que estava viajando, acelerou para fazer graça – esta rua não tem faixa de pedestre, mas acreditem-me, eu tenho pavor de acidentes e JAMAIS atravessaria uma rua movimentada. Ainda mais para ir ao cabeleireiro do bairro numa manhã tranquila de sábado.
O mais hilário? Assim que passou o susto, eu comecei a chorar – um pouco mais e o carro teria pelo menos me derrubado. E há uns 50 metros dali, estava uma pick-up da CET. Parei para falar com o marronzinho – que estava ao telefone, mas ao ver minha cara aos prantos, desligou.
Resumi o que aconteceu, mas como ele não viu nada e eu fui incapaz de dar detalhes do carro, ele só fez sair com o carro na vã tentativa de me iludir que talvez alcançasse o cidadão. A testemunha era o faxineiro do prédio da esquina, o cidadão que me perguntou se eu estava bem e um motorista de taxi, que ficou me encarando com uma cara esquisita.
Enfim, não vou ser hipócrita e dizer algo “espero que esta pessoa não sofra nenhum acidente”. Pela irresponsabilidade, vou dizer o que todo mundo pensa mas se recusa a falar, por que não é politicamente correto:
PALHAÇO DO CARRO PRETO QUE ACELEROU COMO QUEM QUERIA ATROPELAR UM PEDESTRE, ESPERO QUE ATINJA SEU OBJETIVO E SE ESTATELE EM ALGUMA ESQUINA – MAS PREJUDIQUE APENAS A SI PRÓPRIO.
Se esta pessoa faz isso num bairro a esta hora da manhã, imaginem após uma balada.

Sobre Anninha

Além de viciada em cultura pop, ainda resolvi bancar a mochileira depois do 40 - e comer pra caramba, já que é para isso que eu treino Crossfit. Divirtam-se!
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